Violência urbana no Brasil

Enviada em 07/01/2021

A Constituição federal de 1988 - documento de maior soberania no Brasil -  prevê o direito à segurança. Entretanto, na realidade, tal garantia é deturpada, visto que a violência urbana no território nacional se mantém intrínseca na atualidade. Sabendo disso, esse cenário ocorre não só pela violência policial mas também pela negligência do Estado com a área periférica. Tais desafios podem ser significamente minimizados desde que acompanhados da formação policial mais humana junto ao combate da criminalidade em zona suburbana.

Primeiramente, vale ressaltar a brutalidade policial como agravante do problema. De acordo com estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que a agressividade de agentes aumentou em 31% em 2019. Sob esse viés, é inadmissível que os responsáveis pela garantia da segurança pública no Brasil seja uma das causas da violência urbana, uma vez que, nas suas abordagens, tratam de forma violenta os indivíduos. Para ilustrar, o americano George Floyd foi morto durante uma abordagem policial, o que explicita o quão hostil é esse tratamento.

Ademais, cabe destacar a desiguadade regional para reverter a violência urbana em áreas periféricas. Sob essa ótica, a desigualdade social pode ser um dos fatores que agravam esse quadro, pois a periferia é segregada do fornecimento de segurança pelo Estado. Isso ocorre devido o setor responsável não combater a criminalidade nessa região. Segundo uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que existe uma relação direta entre competição e violência, quando se trata do tráfico de drogas e a disputa de facções. Dessa forma, o silêncio do governo em relação  à isso é prejudicial para a coesão da vida nessas áreas afetadas com os crimes.

Portanto, medidas são pertinentes para combater a problemática. Logo, as academias responsáveis pelo treinamento policial, deve treinar seus agentes de forma mais humana e menos agressiva, por meio de uma disciplina adicionada a grade curricular da formação, a qual deve focar nos direitos humanos e cultura cidadã. Espera-se, com isso, o combate do autoritarismo, arbitrariedade e violência extrema. Bem como, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, precisa implantar políticas públicas de combate à violência nas áreas carentes, são elas que vão colaborar para mudar o quadro de abandono e injustiça social. Tal medida ocorrerá por intermédio de reuniões com a sociedade e o governo.  Assim sendo, a Constituição federal será colocada em prática.