Violência urbana no Brasil

Enviada em 13/01/2021

No brasil, entre 1950 e 1990 ocorreu o êxodo rural pela rápida industrialização no país, que se resultou na migração em massa da população do campo para a cidade, em busca de melhores condições de vida, entretanto, uma das principais consequências foi a favelização causada pelo crescimento desordenado e a má gestão dos espaços urbanos, como reflexo a exclusão social, resultante em problemas como a marginalização e a violência urbana. De modo que, hodiernamente as comunidades de baixa renda vivenciam violências e múltiplas carências. Além disso, ocorre a superlotação nos presídios.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) as abundantes carências das populações de baixa renda como acessos a serviços básicos água, esgoto, coleta de lixo e energia elétrica, foi a que mais atingiu a população: 32,2% em 2011. A questão socioeconômica é um fator que incita os delitos e, consequentemente, a violência urbana e especialmente os jovens que se tornam aliciados por traficantes muitas vezes veem o crime como uma opção de vida portanto, podem praticar algum tipo de violência urbana por meio de diversos crimes, assassinatos, roubos, sequestros ou infrações contra o patrimônio público.

Com o déficit prisional o Brasil possui uma taxa de superlotação carcerária de 166% de acordo com os dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), e ainda celas superlotadas ocasionam insalubridade, doenças, rebeliões, mortes, degradação da pessoa humana, pelas más condições não há trabalho, nem estudo para o preso. De modo que, o local que era para a reabilitação desses indivíduos, o ambiente torna-se mais hostil que não dispõe caráter ressocializador, com isso ocorre o aumento do número de reincidentes e aumento da violência urbana.

Ante essa problemática de violência urbana, é necessário que o governo se mobilize para reverter esse quadro. Caberá, então, o Ministério da Educação efetuar projetos educacionais, indisciplinares e culturais por meio das escolas. Tal medida deverá ter como base palestras, oficinas e eventos sobre vida profissional, exposição de trabalhos, atividades artísticas e esportivas, a fim de que os jovens passem mais tempo incluídos no ambiente escolar e promover uma cultura de participação capaz de ampliar o engajamento, a aprendizagem, melhorar a educação e contribuir para a democracia e diminuir os índices de violência urbana. E ainda, evitar que jovens entrem no crime a partir destes projetos para o problema da superlotação, o crime sempre existirá, é a sobrecarga da vida humana, o que não impede que governo controle isto e de dignidade para os que forem pegos.