Violência urbana no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. No entanto, no Brasil Hodierno observa-se o oposto do que o autor prega. Prova disso, a persistência da violência urbana no país, que se mostra como um grande impecílio para os planos de More. Diante disso, é evidente que tal adversidade, motivada tanto pela desigualdade social quanto pelo legado histórico, deva ser solucionada.
Sob este viés, cabe ressaltar que as disparidades socioeconômicas atenuam o óbice. Segundo o filósofo Karl Marx, as desigualdades econômicas vigentes em uma nação podem definir as relações entre os indivíduos. Logo, com uma parcela da sociedade marginalizada, as chances de pessoas que se encontrão em um quadro social com baixa renda e escolaridade precária, se tornam maiores, visto que, práticas de roubos e assassinatos, por exemplo, estão atrelados à esse contexto. Dessa forma, uma vez extinguidos de isonomia, a relação estabelecida desses indivíduos entre o corpo social será frágil, conforme Marx previa.
Ademais, o processo histórico brasileiro impulsiona, decisivamente, o problema. De acordo com o sociólogo George Santanaya, quem não recorda o passado está condenado a repiti-lo. Assim, uma sociedade em que, outrora, fora enraizada em um cenário de colonização, -nas quais foram cometidas as maiores atrocidades de violência e exploração- se encontra apta aos reflexos do passado. Dessa forma, a conjutura de violência no Brasil atual circunda em um quadro social, político e econômico predefinido.
Portanto, medidas fazem-se mister. Para tanto, o Governo Federal -órgão de maior poder executivo- deve fomentar a criação de um plano econômico, que vise uma maior circulação de capital em bairros marginalizados. Por meio da criação de empregos e investimentos nesses centros. Dessa maneira, com o intuito de que problemas econômicos e legado histórico não se tornem mais motivos para atos de violência.