Violência urbana no Brasil
Enviada em 25/02/2021
Na obra utopia do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade brasileira é o oposto, uma vez que, em detrimento do descaso governamental e da população, o aumento da violência urbana é cada vez mais evidente no país.
É importante ressaltar, em primeiro plano, que a ausência de medidas governamentais, no que diz respeito à manutenção de políticas públicas que coíbam a violência é uma das principais causas da ascensão dessa problemática. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a taxa de letalidade policial teve um acréscimo de 20% em 2019. Entretanto, a constituição de 1988, prevê em seu artigo 6 o direito à segurança como inerente a todo cidadão. Lamentavelmente, o estado não cumpre sua função de garantir esse direito.
Outrossim, é imperativo ressaltar a desigualdade socioeconômica como promotor dessa conjuntura, visto que, a primeira revolução industrial ocasionou o êxodo rural, contribuindo para o crescimento urbano desorganizado. Com isso, as cidades não conseguiram acompanhar esse crescimento, resultando assim na falta de recursos básicos, moradias e empregos para todos os cidadãos. Não obstante, moradores de comunidades entram para a vida do crime, o que favorece a violência. Segundo a filósofa francesa Simone De Beauvoir “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”, ou seja, o descaso e a educação precária promovem a normalização de atos violentos na região.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para combater esses obstáculos. Sendo assim, é de extrema importância que o Tribunal De Contas Da União direcione capital para os ministérios da Saúde, educação e segurança, para que essa verba seja revertida na infraestrutura, na fiscalização, nos sistemas de ensino e em investimentos de opções de trabalho para a comunidade mais pobre. Dessa forma, teremos uma sociedade mais segura, conforme prevê a constituição.