Violência urbana no Brasil
Enviada em 16/03/2021
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, no governo do então presidente José Sarney, preconiza que a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio. No entanto, hodiernamente, a sociedade vive um cenário de medo com o aumento da violência no país, visto que o Estado falha na promoção de tal direito aos cidadãos. Nesse viés, o desemprego atrelado à evasão escolar são fatores que coadjuvam para instabilidade urbana brasileira.
Precipuamente, em 2019, um estudo brasileiro do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) apontou que o índice de desemprego tem relação direta com o número de homicídios no Brasil, a cada 1% de desempregado sobe para 1,8% a taxa de assassinatos. Nesse contexto, a necessidade em que a pessoa se encontra em suprir suas urgências básicas de sobrevivência, como alimentação e despesas, o encoraja a cometer crimes, tais como roubos, furtos e assassinatos.
Outrossim, o filme Cidade de Deus expõe a história fictícia de jovens que não têm acesso à escola nem perspectiva de vida, convivem com a hostilidade diariamente e a normalizam, assim o crime e o tráfico começam a ser encarados em suas vidas como uma possibilidade de carreira. Sob essa ótica, a evasão escolar contribui para o aumento da violência urbana no país, porque muitos jovens, ao saírem da escola, veem no banditismo uma forma mais rápida de ascenderem economicamente.
Em suma, é evidente a violência urbana no Brasil e medidas devem ser propostas para atenuar essa mazela. Desse modo, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em consonância com o Ministério da Educação e Ministério da Economia, deve propor políticas que visem a efetivação da punição dos perturbadores da ordem pública, por meio de leis mais contundentes, a fim de reprimir tais atos. Além disso, promover políticas de integração escolar, por meio de ensino continuado e técnico profissional, a fim de mitigar a fuga escolar e gerar profissionais autônomos. Assim, haverá a minimização da violência nacional urbana.