Violência urbana no Brasil
Enviada em 06/04/2021
No livro “Terra Sonâmbula”, escrito por Mia Couto, retrata a guerra civil em Moçambique, além disso, narra as dificuldades e as diversas formas de violência sofridas pelo personagem Kindzu, em um lugar onde conceito de moralidade foi progressivamente desgastado. Nesse sentido, saindo do contexto ficcional, o Brasil se insere em uma situação parecida, visto as diversas formas da propagação do ódio dentro das cidades. Por isso, visando diminuir os índices de violência, os esportes devem ser valorizados entre os jovens, visando à coesão social e o resgate da moral.
A princípio, é necessário ter em mente que a violência urbana esta diretamente relacionada às desigualdades sociais. Nessa perspectiva, o abismo social entre as pessoas, causado pela estratificação social, promove a discriminação de certas diferenças e características unicas dos grupos; gerando, assim, o ódio e a, respectiva, violência, uma vez os indivíduos não são ensinados a lidarem com as dissemelhanças – tudo isso não recebe a devida atenção por parte do Estado. De certo, o reconhecimento das características individuais é essencial para a estabilidade e a coesão urbana.
Ademais, é importante entender que os esportes tem um papel fundamental no combate à violência. Desse modo, o longa-metragem “Coach Carter” apresenta exatamente a importância dessas atividades, uma vez que apresenta a história de um grupo de jovens infratores, os quais após entrar em contato com o basquete, aprendem o conceito de união e de moral, se libertando de seus “demônios internos” – como a violência; os mesmos conceitos dos esportes tratados dentro do filme podem ser aplicados na sociedade contemporânea, visto o reconhecimento das diferenças, promovidos por eles. Dito isso, atividades que promovam a união entre as pessoas seria um caminho para o vencimento dessa cólera social.
Portanto, é possível entender que a violência pode ser expressar de diversas maneiras dentro das sociedades, porém as suas causas estão relacionadas, principalmente, à falta de programas que promovem a inclusão. Por tudo isso, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em uma ação conjunta com os centros esportivos, estimulem eventos esportivos, por meio da organização de aulas livres e gratuitas para todas as idades, que privilegiem espaços públicos de fácil acesso. Promovendo o reconhecimento das diferenças e a união, extinguindo, assim, a violência – como em “Coach Carter”.