Violência urbana no Brasil
Enviada em 24/06/2021
Para a escritora Chimamanda Adichie, a mudança do “status quo” - estado das coisas - é sempre penosa. Análogo a isso, pode-se dizer que, para mudar algum aspecto social, como problemas relacionados à violência, sempre é um caminho árduo e difícil. Nesse sentido, é notório que existe uma relação de incidência sobre pessoas que infringem a lei e o acesso precário a educação e, consequentemente, a desigualdade e falta de ascensão social.
Sob esse viés, é lícito postular que a escassez no que diz respeito à ascensão social é um fator contribuinte para violência. Consoante ao pensamento do escritor José Saramago, que diz “A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que temos pela frente”, isto é, a inobservância estatal sobre a carência de inclusões no mercado de trabalho é um fator que estimula a criminalidade. Desse modo, a classe mais pobre torna-se mais vulnerável por conta do acesso precário a educação, influenciando na busca de emprego.
Da mesma forma, evidencia-se que a desigualdade impulsiona tal aspecto social. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, os indivíduos são iguais em dignidade e direitos. Diante disso, percebe-se o contrário, visto que os privilégios da sociedade não estão alinhados paralelamente, pois, de acordo com o IPEA, existente uma discrepância entre pessoas de baixa escolaridade e renda, e classes mais favorecidas, já que a taxa de criminalidade é maior em regiões mais precárias ao acesso à educação e segurança de qualidade, comparando a classes sociais mais altas.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para sanar os problemas relacionados a violência urbana. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, criem medidas que reduzam os casos de criminalidade, por meio de maior qualidade de ensino nas escolas públicas e aumento na punição para pessoas que violarem as leis, a fim de reduzir a taxa de violência e dar maior segurança para a população. Tal ação deve, ainda, contribuir para que a mudança do “estado das coisas” não permaneça de forma árdua e difícil.