Violência urbana no Brasil
Enviada em 17/04/2021
Tiroteios. Assaltos. Balas Perdidas. É comum nos depararmos com notícias relacionadas a esses acontecimentos em jornais e noticiários. Com isso, evidenciamos o crescente índice de violência urbana no Brasil. Fatores como a desigualdade spocial e o ineficiente sistema carcerário contribuem para deixar muitos cidadãos com medo de saírem às ruas. Assim, promover caminhos a fim de tranquilizar a sociedade torna-se indispensável.
A prióri, é possível relacionarmos tal problemática com as disparidades socioeconômicas existentes no país. Segundo a ONU, o Brasil - devido a má gestão governamental - encontra-se com cerca de 40% de sua receita concentrada nas mãos dos 10% mais ricos. Por conta disso, uma grande fração de indivíduos enfrenta muitas dificuldades para acessar recursos básicos, vide saúde, educação e lazer. Remontando o pensamento do filósofo Rousseal de que “o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe”, por não conseguirem manter uma vida digna, um vasto número de cidadãos são atraídos para o crime. Afinal, a ilegalidade é vista por eles como uma forma de sobreviver a um sistema excludente.
Ademais, a crise na ressocialização de infratores também corrobora para o aumento da violência. Em sua obra “Vigiar e Punir”, o sociólogo Foucault aborda como o Estado enxerga os presídios apenas como locais de punição aos detentos, sem preocupar-se em resinseri-los no meio social de modo benéfico. Na “Pátria Amada”, essa realidade é visível, visto que um enorme contingente de cadeias encontra-se com infraestrutura ineficiente em acomodar os infratores e dão pouquíssimas oportunidades de trabalho e estudo para os mesmos. Dessa forma, muitos ex-presidiários, ao cumprirem suas penas, reincidem à marginalidade.
Portanto, medidas tornam-se necessárias visando combater esse impasse. No intuito de reduzir as disparidades socioeconômicas, o governo, por meio da taxação de fortunas concentradas , devem promover uma melhor distribuição de renda. Com esse repasse, ele pode ampliar políticas públicas as quais reduzam o alicioamento de cidadãos de cidadãos carentes ao mundo do crime, como o Bolsa Família e o Seguro-Desemprego. Além disso, ONG’s especialistas na garantia de direitos humanos devem expandir suas áreas de atuação em presídios. Tais organizações podem oferecer cursos técnicos profissionalizantes aos detentos e criar programas de reinserção de ex-presidiários ao mercado de trabalho. Ao fazerem isso, elas contribuirão para diminuir os casos de reincidência à marginalidade. Espera-se, então, que essas ações combatam a violência urbana no Brasil.