Violência urbana no Brasil
Enviada em 01/05/2021
No filme “Batman”, os pais do personagem que dá nome ao filme foram assaltados e mortos por um ladrão enquanto faziam o retorno à sua casa. Ao voltar-se à sociedade brasileira, percebe-se que histórias como essa fazem da realidade de diversos cidadãos, uma vez que a violência urbana é elevada (segundo o IPEA, em 2018 o número de homicídios corresponde a 153 mortes por dia). Isso se deve às leis punitivas que, por vezes, não fazem justiça, e a um sistema carcerário que não corrige os criminosos. Logo, faz-se necessária a tomada de medidas que revertam o cenário citado.
Em primeira análise, a falta de punições severas aos criminosos, como maior tempo de prisão, contribui para a persistência da violência urbana. Evidência disso está na reportagem do SBT realizada no Rio Grande do Sul — um bandido, ao ser entrevistado, afirmou que já roubou e estuprou diversas vezes, pois não demora para que ele seja solto a cada vez que é preso. Com isso, as pessoas má intencionadas deixam de temer a justiça brasileira e ficam mais suscetíveis a cometerem crimes, elevando, portanto, a taxa da violência discutida.
Outrossim, a dinâmica das prisões nacionais representa um atraso ao combate a violência urbana, de acordo com o blog “Violência Urbana”. Isso se deve à superlotação das celas — o que gera estresse entre os presos — e à falta de programas que promovam o desenvolvimento pessoal desses, como a prática da leitura. Com isso, os indivíduos saem da prisão com a mesma mentalidade e podem voltar a cometer crimes. Sendo assim, o sistema penitenciário precisa passar por reconfigurações para que seja mais assertivo.
Diante dos aspectos citados, é imprescindível que o Ministério da Justiça e Segurança Pública fortaleça a capacidade dos estados de fazer justiça às vítimas de violência urbana, por meio da aplicação de punições mais severas (como maior tempo na prisão) aos criminosos, a fim de que esses passem a temer pelas consequências dos seus atos. Ademais, cabe ao mesmo Ministério ampliar o número de celas e implementar programas construtivos (como clubes de leitura) nas penitenciárias, para que os presos saiam como cidadãos de bem. Assim, o Brasil terá menos histórias de violência urbana, como as do filme Batman.