Violência urbana no Brasil

Enviada em 19/05/2021

Em 1988, representantes do povo - reunidos em Assembleia Constituinte – instituíram o Estado de Direito, a fim de assegurar a segurança como valor supremo de uma sociedade fraterna. Entretanto, a violência urbana no Brasil impede que o direito constitucional seja aplicado na prática. Com efeito, a solução do problema pressupõe se que combata a omissão do Estado e a maldade humana.

Nesse cenário, a omissão do poder público dá ensejo à violência nas ruas. Segundo John Locke - filósofo contratualista inglês - o governo tem o compromisso de garantir, por meio do Contrato Social, os direitos fundamentais aos cidadãos: a vida, a liberdade e a propriedade. Contudo, há a quebra desse contrato quando o Estado se omite e se mostra incapaz de prevenir a perpetuação da violência na vida urbana, é reflexo disso o alto índice de criminalidade nos grandes centros urbanos e o pensamento da necessidade do porte de arma para própria proteção. Logo, não é razoável que a omissão do Estado permaneça em um país que almeja tornar-se nação desenvolvida.

A respeito desse problema, a maldade humana motiva a crueldade nas ruas. De acordo com Hannah Arendt - conhecida filósofa alemã - as relações humanas se tornam cada vez mais cruéis, de modo que a natureza hostil passou a fazer parte do cotidiano dos indivíduos. Nesse cenário, a perpetuação da maldade nas ruas é um assunto banalizado pela sociedade, ou seja, a violência é naturalizada frente aos olhos da cultura verde-amarela, nas próprias palavras da filósofa: banalidade do mal. Assim, enquanto a hostilidade humana se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos mais graves problemas das ruas: a violência.

É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater a brutalidade que domina as ruas. Nesse sentido, o Estado juntamente com as escolas – responsáveis pela transformação social – devem desintegrar a linha tênue da cultura violenta brasileira por meio de projetos pedagógicos, como oficinas e ações comunitárias capazes de garantir maior coletividade e participação do poder público na sociedade. Essa iniciativa teria a finalidade de conter ataques violentos nas vidas urbanas e de garantir que o Brasil seja uma nação justa e, de fato, livre de violência.