Violência urbana no Brasil
Enviada em 22/06/2021
De acordo com Betinho, sociólogo brasileiro, a liberdade é um fator importante para se alcançar a prosperidade coletiva. Nesse contexto, analisando o crescimento da violência urbana no Brasil, nota-se que essa máxima é constatada na prática e configura um grave problema social, seja pela negligência indivídual, seja pela explosão demográfica.
Sob essa ótica, vale enfatizar que a cultura dos cidadãos inflência nesse impasse por causa dos padrões transpassados desde o período colonial, pois, o país foi conquistado pela imposição e agressividade dos europeus em relação aos nativos. Analogamente, os brasileiros hodiernos reproduzem essas atitudes impostas e naturalizadas que são evidênciadas, por exemplo, nas manifestações políticas atuais. Prova disso, são os conflitos entre os grupos de direita e de esquerda que são marcados por conflitos durante os protestos nas cidades. Assim, comprovando o histórico de sobreposição de opinião e ideal enraizado na nação desde 1500.
Além disso, faltam recursos para atender a população que cresce demasiadamente. Nessa perspectiva, o filme “o poço”, da plataforma Netflix, retrata a vida das pessoas divididas em andares, sendo as primeiras contempladas com maior fartura alimentar e não sobrando nada para as pessoas mais abaixo. Partindo desse princípio, somado ao inchaço urbano, os habitantes dos centros gozam de maior proveito dos recursos básicos como: emprego, saúde, educação e, até mesmo, acesso a alimentação. No entanto, a camada periférica, sendo a mais afetada, recebe os restos desses mesmos recursos e se sujeitam a criminalidade para obterem meios de sobrevivência. Dessa forma, as cidades sofrem com os roubos, homicídios e violência resultado dessa desigualdade social.
Portanto, medidas são necessárias para garantir a liberdade abordada pelo sociólogo brasileiro. Cabe, então, ao Governo Federal, por meio do MEC, realizar palestras com atividades práticas e teóricas nas escolas com professores de sociologia e, também, abertas ao público para que a participação seja ampliada. Essas palestras, a priori, devem ter o intuito de conscientizar sobre a tolerância coletiva. Ademais, o Estado, em parceria publico-privado, deve criar leis de expansão de mercado de trabalho e acesso aos direitos básicos para os cidadãos periféricos. Dessa maneira, quebrará a herança histórico-social nacional deixada pelos colonizadores e contribuirá para a construção de um país mais igualitário.