Violência urbana no Brasil

Enviada em 16/08/2021

A morte do Leiteiro-poema escrito por Carlos Drummond de Andrade- simboliza o cotidiano de violência no Brasil, com a morte de um trabalhador. Fora da literatura, persiste no país diversas realidades violentas. Nesse sentindo, cabe analisar a Desigualdade Racial e a Ineficiência do Estado.

Destaca-se, primeiro, como agravante dessa problemática a desigualdade racial na nação. Tal afirmativa, comprova-se por meio dos dados do Atlas da Violência de 2018, em que relata que mais de 70% das mortes violentas no país, são de pessoas negras e pardas. Esse dado, revelação que a cor é um determinante de quem mais sofre com a violência, o que configura-se uma situação grave de desigualdade, mas também, um quadro anti-constitucional, já que a Carta Magna dispões igualdade entre os cidadãos.

Ademais, uma ineficiência do Estado em combater crimes que aumentam a violência é um fator a ser considerado. Dessa forma, cabe citar o pensamento de Aristóteles ao afirmar que “A política deve contruir o bem-estar social.”. Seguindo essa linha de pensamento, o Estado deve atenuar a criminalidade, garantindo a segurança dos cívis. No entanto, as mídias sociais mostram as relações policiais em periferias que terminam com mortes de inocentes. Logo, vê se um total desrespeito à vida e o não cumprimento do princípio aristótelico, o que corrobora para perpetuação desse ciclo violento.

Portanto, ações governamentais são primordiais para combater esse cenário violento do Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Justiça em parceria com as Polícias Federais e Militares, por meio de palestras e mini-cursos de especialistas em violência, capacitar os policiais para operações mais humanizadas. Esses cursos devem ser de cunho obrigatório e formato presencial. Com o fito, de evitar que mais mortes inocentes ocorram. Assim, talvez, a triste morte do leite deixiro deixará de se repetir na realidade nacional.