Violência urbana no Brasil
Enviada em 14/09/2021
Em 1988, representantes do povo -reunidos em Assembleia Constituinte- instituíram um Estado Democrático, a fim de garantir o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro. Todavia, ao se observar os frequentes casos de agressividade nas cidades do Brasil, percebe-se que esse direito é utópico, já que a violência urbana se mostra um grave problema. Com isso, há de se combater a cultura de hostilidade, bem a negligência estatal.
Diante desse cenário, vale destacar que ao longo da história humana, a violência foi apresentada como um espetáculo, como na Roma antiga em que as lutas entre gladiadores no coliseu eram para entretenimento da sociedade da época. Ocorre que, mesmo após séculos de desenvolvimento, a cultura de brutalidade permanece ligada ao corpo social brasileiro, visto que ouve um aumento de 35% nos casos de hostilidade urbana, segundo o site do R7. Assim, durante o tempo em que a agressividade for a regra os brasileiros serão obrigados a conviver com uma das mais graves mazelas sociais: a violência urbana.
Outrossim, a indiligência do Poder Público dificulta o combate a brutalidade nas cidades. Sob essa análise, segundo o filósofo alemão Friedrich Hegel, é dever do Estado proteger seus ´´filhos``. No entanto, embora o Brasil busque torna-se um país desenvolvido, as iniciativas da nação têm sido incapazes de garantir à segurança de seu povo, direito certificado no artigo 5 da Constituição Federal, o que vai ao encontro do que foi proposto por Hegel. Desse modo, enquanto a crueldade for a norma, a seguridade será a exceção.
Verifica-se, portanto, que para lutar contra a violência urbana, o Ministério Público Federal deve promover a segurança nas cidades, por meio de campanhas e monitoramento policial. Essa iniciativa poderia chamar-se ´´Violência aqui não`` e teria a finalidade de reduzir sensação de insegurança e, de sorte, conseguirá combater a cultura histórica da população, protegendo seus ´´filhos´´, assim como propôs Hegel.