Violência urbana no Brasil

Enviada em 03/09/2021

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 150 pessoas morrem vítimas da violência nas cidades brasileiras. Nesse cenário, revela-se que, infelizmente, o entrave da violência urbana se faz presente no contexto vigente do país, o qual gera diversas consequências para a sociedade. Nesse sentido, urge analisar os seguintes aspectos: a alta taxa de desigualdade e as falhas no sistema de segurança brasileiro.

Em primeiro plano, evidencia-se a crescente desigualdade como um fator que corrobora a problemática. Sob essa óptica, de acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, o Estado deve garantir alimentação, moradia e bem estar à população. Todavia, esses princípios não são devidamente efetivados na prática, visto que 19 milhões de pessoa passam fome no Brasil, segundo dados do IBGE, e cerca de 14 milhões estão desempregados. Assim, é inevitável que esses indivíduos em situações carente estão sujeitos ao mundo do crime, devido ao ato, em muita das vezes, de desespero pela própria sobrevivência.

Outrossim, salienta-se a precariedade do sistema de segurança brasileiro como um agente que contribui para o aumento da violência urbana no Brasil. Isso pode ser exemplificado na má remuneração dos policiais, bem como na falta de preparo, no que tange às abordagens ao crime organizado, uma vez que não só atigem vítimas inocentes com armas de fogo, mas também fazem, em alguns casos, justiça com as próprias mãos. Além disso, vale destacar que a superlotação das cadeias - cerca de 166%, sengundo IBGE - afeta a efetiva recuperação dos criminosos, devido à baixa qualidade de recursos disponíveis, como trabalho e educação dentro desses locais, para a alta demanda de prisioneiros, o que, geralmente, é algo desproporcional. Assim, torna-se necessário mudar esse cenário negativo presente no Brasil hodierno.

Dessarte, é imperioso que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática da violência urbana. Para isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, órgão responsável pelas questões de defesa e resguardo no terrirório nacional, deve, por meio de incentivos subsidiários, promover programas de aprimoramento policial, no que diz respeito a treinamentos com armas de fogo e instruções de diferentes estilos de abordagens eficazes voltadas para o combate ao crime organizado, a fim de evitar mortes de vítimas inocetes. Ademais, tal órgão deve, também, financiar a construção de novos presídios no país, com intuito de mitigar a superlotação desses locais e proporcionar a melhor recuperação dos criminosos. Desse modo, o número alarmante de mortes diárias informado pelo IBGE será, gradualmente, diminuído ao longo do tempo.