Violência urbana no Brasil
Enviada em 23/10/2021
Na mitologia grega, Ares é o deus que induz guerras, mortes e a violência entre os mortais. Na história mediterrânea, responsável pelo nascimento criacionista do sentimento de ódio e fúria entre os humanos, Ares inspirou inúmeras guerras, batalhas e carnificinas na sociedade ocidental. Apesar dos mitos religiosos, a realidade brasileira mostra-se tão caótica quanto os contos sanguinários do deus da guerra. Entretanto, é sensato apontar as motivações reais da violência urbana no Brasil: a disparidade social e a influência militar do governo.
Antes de mais, é vital compreender a complexidade estrutural no Brasil para reconhecer que a violência é o produto da discrepância socioeconômica e demográfica. Nesse ínterim, segundo os dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 71,5% dos alvos em homicídio são pessoas negras ou pardas e 56,7% das mortes de jovens entre 15 e 19 deflagram a violência urbana e criminal, elucidando o Brasil como um país subdesenvolvido como nação e humanidade. Sob essa perspectiva, a motivação da persistência da violência criminal tem raízes na formação de uma sociedade desigual e na subsistência financeira da população marginalizada.
Outrossim, é notório que a influência governamental do atual governo de extrema-direita serviu como plano de fundo para consolidar valores amorais. Sob esse prisma, o jornal britânico The Guardian, levanta dados de que cerca de 75% dos casos de homicídio e violência no Brasil são causados por armas de fogo e que, desde o início do governo de Bolsonaro, atual presidente da república, a demanda por armamento individual cresceu exponencialmente e as fiscalizações do porte de arma decaiu proporcionalmente inverso. Nessa análise, a influência militarista do governo de Jair Bolsonaro carrega traços suavizados de governos autoritários e, por esse fim, potencializa os índices de violência em âmbitos coletivos e individuais no país.
Depreende-se, portanto, que ações devem ser delegadas como o propósito de extinguir a raiz da problemática social. Para tanto, é obrigação do Poder Executivo — cuja função social é gerir a estrutura sociopolítica do Brasil — prover melhores situações à população com tendência sociocriminal. Por meio de programas sociais que garantam moradia, emprego e escolaridade às crianças de famílias de baixa renda, além de promover a construção e elaboração de mais faculdades públicas que recebam jovens de periferias brasileiras e ofereçam oportunidades de emprego e estágio curricular. Paralelamente, é dever do Supremo Tribunal Federal(STF) remediar as filiações públicas do governo regente e impedir a propagação de ideologias amorais. Dessarte, o país se desenvolverá como nação e, assim como a antagonista do mito de Ares, Atena, solucionar as adversidades através da estratégia e sabedoria.