Violência urbana no Brasil

Enviada em 26/10/2021

Consoante ao Atlas da Violência, um portal que organiza e disponibiliza dados sobre atos violentos no Brasil, em 2018, o índice de práticas não pacíficas no âmbito nacional era trinta vezes maior que nos países europeus. Nessa conjuntura, na sociedade brasileira hodierna, as ações violentas, principalmente em meio urbano, ainda persiste, o que coloca em pauta a questão da violência no cenário brasileiro. Dessa forma, o êxodo rural, associado à postura governamental são causas da problemática citada acima.

Em primeira instância, é mister afirmar que a saída de pessoas do meio rural para as cidades é um fomentador da alta taxa de atos violentos. Nesse contexto, com a Revolução Industrial, período de grande desenvolvimento tecnológico, diversos indivíduos que habitavam nos campos saíram em direção à área urbana, em busca de empregos e melhores condições de vida. Todavia, as cidades não possuem infraestrutura suficiente para acolher o alto índice populacional que chegava, o que fez com que várias pessoas vivessem em situações precárias. Dessa maneira, diante da extrema pobreza, boa parte da população começou a usar da violência e dos roubos para sobreviverem, o que aumentou a taxa de práticas não pacíficas, no território nacional.

Outrossim, é válido ressaltar que, como catalisador do problema, tem-se às ações do Estado. Nessa perspectiva, conforme o astrônomo inglês Isaac Newton, em sua terceira lei da física, toda ação gera uma reação. Desse modo, de forma análoga à teoria supracitada, muitas vezes, a intervenção federal para contenção e repressão das ações violentas em determinado local é bruta e forte, o que, ao invés de atenuar e combater a situação, acaba por originar uma resposta de acentuação da violência nas cidades, à medida que aumenta a taxa de assassinatos.

Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução da problemática supramencionada. Portanto, cabe ao Governo Federal promover e construir instituições empregatícias, programas sociais e postos de saúde, por intermédio de um rearranjo de verbas e fiscalização rígida sobre esses investimentos, nas regiões mais periféricas, a fim de melhorar as condições precárias de vida desses pessoas marginalizadas e, por conseguinte, reduzir a violência urbana. Somente assim, o quadro contemporâneo de atos violentos no âmbito nacional será modificado e aprimorado.