Violência urbana no Brasil

Enviada em 12/11/2021

‘‘Anomia é a condição social em que as normas reguladoras do comportamento humano perderam sua realidade’’. Essa frase de Dahrendorf representa, de forma atemporal, a questão da violência urbana no Brasil, tendo em vista que o número de homícidios e roubos nas cidades aumentam cada vez mais, representando um estado de anomia. Desse modo, são necessários caminhos para o combate dessas ações, considerando a ordem política e cultural da sociedade brasileira.

Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, prevê

como garantia fundamental o direito à segurança. Contudo, o próprio poder estatal, pela falta de políticas públicas, fere a legislação. Isso, porque o Poder Executivo não promove a criação de projetos de segurança urbana, com o intuito de diminuir o número de crimes cometidos, fazendo o posicionamento estratégico de unidades policiais, fiscalizando grandes rodovias e disponibilizando tropas para rondarem as cidades. Logo, essa negligência estatal representa uma das causas do imbróglio.

Ademais, é fundamental salientar que a falta de investimentos na educação é propulsora da violência urbana. Nesse viés, conforme Zygmunt Bauman, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é a peculiariedade da ‘‘Modernidade Líquida’’ vivenciada na contemporaneidade.

Dessa forma, caso o problema continue sendo tratado da mesma maneira, é possível que o ensino público prossiga com uma má qualidade, estimulando a evasão escolar e a dificuldade de ascenção social por meio da educação, levando muitos jovens a entrarem no mundo do crime por faltas de oportunidade.

Portanto, nessa conjuntura, urge que o Ministério da Educação tome uma medida a fim de combater a violência urbana no Brasil. Para tanto, uma solução seria a melhora da qualidade do ensino público, por meio de maiores investimentos nas escolas, visando aumentar as oportunidades de qualificação profissional para as pessoas sem condições financeiras. Em consequência disso, observar-se-á um aumento do número de jovens ingressando em universidades e conseguindo empregos, resultando na diminuição da quantidade de adolescentes que acabam optando pelo crime.