Violência urbana no Brasil
Enviada em 18/11/2021
A Revolução Industrial, processo de desenvolvimento tecnológico iniciado no século XVIII, trouxe diversas mudanças espaciais e políticas que acarretaram superlotação das cidades e um decorrente processo de favelização. Nesse sentido, percebe-se que a falta de fatores preventivos, como educação e moradia, além das questões socioeconômicas, como a desigualdade social e a pobreza, advindas do período supracitado, instigaram a violência urbana no Brasil atual. Dessa forma, diligências robustas devem ser efetivadas com o intuito de atenuar as mazelas existentes.
A princípio, urgem discussões acerca do escasso investimento em setores educacionais e de moradia e seus impactos na perpetuação de atos violentos hodiernamente. Por esse viés, nota-se que a educação da população tem um papel de extrema importância na prevenção das hostilidades, uma vez que pessoas bem orientadas tem menores chances de cometer práticas de repúdio ou ilícitas. Isso ocorre já que os alunos adquirem conhecimento das leis e dos direitos humanos através das aulas, as quais estimulam relações pacíficas e o respeito para com todos. Além disso, a rápida organização de residências em áreas periféricas, devido ao êxodo rural durante a industrialização brasileira, ocasionou o surgimento de redes de trabalho ilegais nas regiões mais afastadas, em razão da segregação social e da dificuldade de seus residentes na contratação profissional. Desse modo, são necessárias ações para a reversão do ciclo problemático.
Em segundo plano, cabe ressaltar a desigualdade presente na sociedade e a miséria de parte da população como desafios a serem solucionados. Sob tal ótica, a série Sintonia retrata a vida de três amigos pertencentes à classes baixas, residentes de locais suburbanos, que acabam por entrar no mundo do crime por influência de conhecidos e com o propósito de sustentarem suas famílias. Por essa perspectiva, conclui-se que o contraste entre classes e a pobreza geram dificuldades na obtenção de trabalhos dignos e na ascensão social da parcela mais carente da população, que se vê obrigada a cometer violências e transgressões criminais para alcançar melhores condições de vida. Logo, são imperativas medidas para a resolução dos reveses supramencionados.
Depreende-se, portanto, a indispensabilidade de intervenções que visem atenuar as causas da violência urbana no país. Cabe, então, ao Ministério da Educação, a melhoria no sistema educacional, por meio da ampliação do número de escolas e da contratação de profissionais qualificados. Outrossim, compete ao Ministério da Infraestrutura, em parceria com o Ministério da Cidadania, a implementação de projetos de organização das áreas urbanas, incluindo planejamento demográfico e vias de transporte acessíveis para todos, para promover igualdade. Assim, será viável mitigar a chaga.