Violência urbana no Brasil

Enviada em 18/11/2021

Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois a violência urbana no Brasil representa um grave problema que, por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país.

Sob esse panorama, percebe-se que a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem direito à segurança pública eficiente. A priori, segundo o portal de notícias G1, o Brasil registrou um aumento de 5% no número de assassinatos em 2020. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, restringida do ádito dos benefícios sociais, por exemplo, investimento na ordem pública urbana, já que, de acordo com Mc Sid, um dos maiores críticos da atualidade brasileira, o governo não investe nas causas essenciais da federação, fato que estrutura o problema. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do Estado na garantia da satisfação coletiva, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo público.

Ademais, é indiscutível a falta de conscientização informacional, visto que o corpo social desconhece assuntos relevantes, especificamente, a cobrança de leis básicas. Nesse contexto, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, analisa-se que a escassez de informação nos centros educacionais do país resulta em tal impasse, dado que se estrutura a alienação comunitária, exemplificada na obra do matemático Platão, “O mito da caverna”, que exibe a ignorância e a manipulação que a sociedade sofre diante da captação do conhecimento, que nesse viés, não exigem seus direitos inerentes, como proteção em âmbito urbano, perpetuando, dessa forma, o estorvo. Logo, urge uma mudança para a reversão desse quadro caótico.

Portanto, fazem-se necessárias ações que atenuem a violência urbana no Brasil. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, o aprimoramento e a intensificação da segurança pública, mediante verbas do cofre público, com o fito de minimizar o estorvo e, eventualmente, prevenir a violação dos direitos constitucionais. Além disso, deve providenciar com o Ministério da Educação, campanhas, que conscientizem a população na cobrança das virtudes brasileiras, tal como pacificidade social e investimentos da presidência. A partir dessa ação, será possível minimizar o óbice em pauta e consolidar os preceitos da obra de Maquiavel.