Violência urbana no Brasil
Enviada em 19/11/2021
Na Roma Antiga, existiam gladiadores que participavam de lutas as quais serviam de entretenimento para um grande público. Atualmente, no Brasil, a violência tornou-se um grande problema dos centros urbanos, já que assusta e prejudica a qualidade de vida dos brasileiros. Logo, tanto a negligência estatal, quanto o sistema punitivo ineficaz são fatores que favorecem a persistência do nefasto impasse.
Nessa perspectiva, é importante ressaltar que segundo Thomas Hobbes, filósofo político, em seu livro “Leviatã”, é papel do estado intervir com veemência em pontos que ameacem o bem-estar social. À vista disso, a questão da violência urbana vai de encontro à ideia do contratualista, visto que, na maioria das vezes, os governantes não asseguram serviços de qualidade, como saúde, educação e cultura, os quais são essenciais para uma nação progredir e, assim, não optar pela criminalidade para obter uma melhor condição de vida. Desse modo, nota-se que políticas efetivas são fundamentais na construção de uma sociedade digna, inclusiva e, consequentemente, segura.
Ademais, é valido salientar que de acordo com Hippolyte Taine, em sua teoria do Determinismo Social, o comportamento do homem é determinado pelo meio no qual está inserido. Nesse sentido, a permanência dos altos índices de delinquência encaixa-se no pensamento do historiador francês, uma vez que o sistema prisional brasileiro, o qual tem a função de punir e de recuperar o indivíduo, não consegue cumprir efetivamente a sua missão. Isso porque, quase sempre, as cadeias são superlotadas, desorganizadas, estruturalmente sucateadas e não oferecem atividades de ressocialização. Dessa forma, percebe-se que os presos suportam condições desumanas, as quais só servirão para incentivar ainda mais a raiva e a violência.
Portanto, medidas são necessárias, a fim de mitigar a criminalidade urbana no Brasil. Para tanto, ONGs e associações que militam nessa área devem, por meio de petições públicas, abaixo-assinados e propostas legislativas, além de campanhas veiculadas nos meios de comunicação, pressionar os órgãos públicos competentes a garantir escolas, hospitais e centros de lazer qualificados, com o objetivo de garantir direitos básicos e, assim, reduzir os aspectos negativos do país. Outrossim, cabe aos Governos Estaduais, mediante aporte financeiro da União, estruturar as penitenciárias brasileiras com, por exemplo, a separação dos detentos conforme o grau de periculosidade e a oferta de cursos profissionalizantes, com o fito de realmente conseguir afastar os indivíduos da marginalidade. Destarte, a violência será apenas objeto de estudo da história antiga.