Violência urbana no Brasil
Enviada em 18/04/2022
O cenário de violência nas ruas não é algo novo, na Síria, por exemplo, o constante conflito interno, motivado por ideais político-religiosos, é palco para milhares de mortes e emigração populacional. Não tão distante, a realidade do brasileiro é, por muitas vezes, da convivência com o medo dessa violência urbana. Isso descobre não só das desigualdades sociais, mas também do policiamento defasado.
Nessa linha de raciocínio, é importante discutir do papel catalisador das desigualdades sociais no que tange a violência urbana no país. De acordo com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil, em 2019, ocupava o sétimo país mais desigual do mundo. Com isso, os efeitos da má distribuição de oportunidades transformam o cenário da violência urbana ainda mais caótico, pois, jovens que vivem em comunidades menos abastadas veem na criminalidade uma oportunidade de mudar de vida. Assim, as desigualdades fortalecem ainda mais o poder da criminalidade organizada no país.
Além disso, o policiamento defasado é um fator que precisa ser superado. Dessa forma, a falha na repressão do crime no país é reflexo da corrupção e da falta de incentivo estatal no setor da segurança civil. Segundo a filósofa Hannah Arendt, o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano. Hodiernamente, o crime organizado possui visivelmente um potencial bélico superior às forças policiais, que devem atuar com equipamentos ultrapassados, sem proteção pessoal e viaturas defeituosas, isso quando há a disponibilidade de tais recursos.
Portanto, a violência urbana no Brasil é fruto de uma mista negligência estatal: social e policial. Por isso, é papel do governo federal mitigar as causas dessa problemática no país, através de programas, como o ensino médio técnico, por exemplo, que cedam oportunidades de emprego aos jovens, bem como a fiscalização rigorosa dos recursos destinados à segurança civil e do direcionamento de recursos, através do tribunal de contas, ao policiamento para a renovação dos equipamentos utilizados, de modo a uma maior eficiência da segurança civil e enfraquecimento do crime organizado. Para que, feito isso, o Brasil supere o mapa da violência e as ruas se tornem um local menos caótico.