Violência urbana no Brasil

Enviada em 18/04/2022

No ano de 2021, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentou dados alarmantes acerca da violência urbana, os quais apontam maior percentual de homicídios devidos à violência do que as causas naturais de óbito da população. Tendo em vista a relevância do assunto, convém aprofundar o debate, observando os seguintes pontos: as causas da violência urbana e os meios para reduzí-las.

Nesse contexto, observa-se que as disparidades econômicas e sociais infuenciam no revés. Diariamente, os meios midiáticos reportam casos assustadores sobre violência urbana, o que causa medo e insegurança na população, uma vez que isso gera a incerteza de que ao sair para trabalhar, estudar ou até realizar um lazer o indivíduo retornará ao seu lar. Além disso, a violência restringue a liberdade um dos direitos basilares do homem. É válido enfatizar que há várias causas que afloram a violência urbana, entre elas, o narcotráfico o qual é um dos maiores problemas socias da atualidade, a falta de emprego, a concentração de renda em determinados segmentos, a educação precária e a miserabilidade estão presentes, corroborando as estatísticas.

Diante desse cenário, cabe pontuar a omissão do Poder público como fomentadora da adversidade. Para tanto, é oportuno rememorar os estudos de Thomas Hobbes a partir dos quais o filósofo inglês afirma ser dever do Estado dispor de meios que auxiliem o progresso de toda coletividade. Tal concepção, todavia, não se aplica na conjuntura hedierna, pois os governantes não elaboram ações eficientes para reduzir a violência urbana, como segurança pública, geração de renda, oportunidades isonômicas, às quais reduziriam as disparidades existentes.

Por conseguinte, diante do exposto, a fim de eliminar as causas da violência urbana é necessária a cooperação e ações do Estado, em conjunto com a tomada de consciência da população. Assim, será possível reduzir gradualmente os problemas apresentados, pavimentando em direção a uma sociedade que respeita os direitos humanos fundamentais, entre eles, a vida.