Violência urbana no Brasil

Enviada em 05/05/2022

Na obra pré-modernista “Triste Fim do Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o Major Quaresma acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Da literatura à realidade, contudo, ao observar a violência urbana no Brasil, percebe-se que esse assunto possui entraves para ser reverberado na comunidade. Nesse sentido, é importante analisar a negligência estatal e importância da educação.

A princípio, é fulcral ressaltar que a omissão da governança acerca da segurança agrava a problemática. Nessa perspectiva, apesar de assegurado no artigo 6°, da Constituição Federal de 1988, o direito à segurança não se reverbera na prática. Por conseguinte, de acordo com dados da OMS, o Brasil está em 9° no ranking de países mais violentos do mundo, na qual a falta de investimentos em segurança pública e ausência de parcerias com empresas privadas do ramo, acentuam a violência nas cidades, inviabilizando o direito assegurado na Constituição.

Outrossim, é evidente que a educação é importante aliada para a melhora desse cenário. Nesse prisma, aluda-se ao pensamento de Paulo Freire, “se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse enfoque, elucida-se a necessidade da ensinança acerca das consequências do uso da violência, além de ensinar sobre a importância do diálogo em situações adversas, a fim de evitar confusões e brigas. Desse modo, é importante que haja campanhas promovendo a paz, e seja incluído no currículo escolar ensinamentos sobre a ineficácia do uso da violência e a necessidade do diálogo, para que crianças e adolescentes cresçam de forma a repudiar qualquer tipo de agressão.

Dessarte, fica evidente que nem todos tem direito à segurança. Logo, cabe ao governo federal, por meio de investimentos, melhorar a segurança pública com a contratação de mais policiais e fazer parcerias com a segurança privada, e ao Ministério da Educação, incluir no currículo escolar ensinamentos sobre a relevância da utilização da conversa invés da agressão, com a finalidade de que os índices de violências sejam atenuados, e a população possa usufruir de uma sociedade segura. Em vista da concretização dessas ações, o Brasil se aproximará da idealização do Policarpo.