Violência urbana no Brasil
Enviada em 01/06/2022
No filme “Cidade de Deus” é retratada a história de Dadinho, que desde jovem foi exposto à violência e criminalidade das comunidades do Rio de Janeiro e aliciado por elas. Fora da ficção, a realidade de muitos brasileiros é semelhante, os quais estão sujeitos à violência cotidiana, especialmente em regiões que carecem de a-tenção estatal. Nesse contexto, no que tange a questão da violência urbana, perce-be-se a configuração de um grave problema em virtude da falta de investimento nas escolas e da falta de cuidado com o sistema carcerário.
Em primeira análise, o défict na educação -principalmente em locais periféricos-mostra-se como um fator determinante para a persistência do problema. De acor-do com o sociólogo alemão Émile Durkheim, a escola é um mecanismo de socializa-ção secundário que atua como um dos principais formadores de caráter do indiví-duo. Nessa perspectiva, uma vez que as crianças deixam de frequentar a escola, o-ra pela baixa infraestrutura, ora pela falta de estímulo, e são expostas à violência, o mecanismo de socialização de Durkheim se torna a agressividade das ruas, alician-do os jovens a reproduzirem atos violentos. Assim, é imprescindível uma mudança na estrutura educacional desses locais.
Outrossim, o descaso com a população carcerária no Brasil ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Segundo o físico teórico alemão Albert Einstein, é mais fácil desintegrar um átomo a um preconceito. Sob essa ótica, a dis-criminação sofrida pelos ex-presidiários após saírem da cadeia dificulta a reinser-ção desses indivíduos no âmbito socioeconômico, o que incentiva esse grupo a prá-tica da violência novamente. Logo, faz-se precisa uma alteração no pensamento do corpo social.
Portanto, torna-se evidente que medidas são necessárias para modificar esse ce-nário. Para isso, o Ministério da Educação deve criar de espaços recreativos - como bibliotecas e quadras de esportes- que, por meio de atividades extra curriculares, tem como objetivo manter os jovens fora de contextos violentos. Além disso, o Ministério da Cidadania deve realizar palestras -que poderão ser assistidas virtual- mente- com ex-detentos que compartilharão ex-periências discriminatórias, espera-se que com informação tal preconceito seja superado.