Violência urbana no Brasil
Enviada em 06/09/2022
No filme “Tropa de Elite”, é dado um contexto sobre a violência que toma conta das cerca de 700 favelas do Rio de Janeiro, a maioria dominada por traficantes com armamento pesado. Em consonância com o filme, a realidade da sociedade brasileira hodierna nas favelas faz-se constante com o contexto do filme, a qual a violência urbana ataca os mais desfavorecidos das camadas sociais mais baixas. Visto que a causa dessa violência é a negligência da gestão armamentista pelo serviço militar e a precariedade estatal em garantir direitos iguais a todos, assim como diz na constituição federal.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que a desigualdade social é um dos principais catalizadores dessa problemática. Visto que é fadado que as favelas são os locais onde ocorre as maiores taxas de morte violenta no Brasil, por exemplo o tiroteio entre criminosos e policiais, onde civis trabalhadores honestos, no que tange 85% dos moradores locais, morrem diariamente pelo tiroteio. Tanto que nos noticiários televisivos é corriqueiro notícias sobre mortes por bala perdida, tanto criminosa quanto policial. Em razão da desigualdade, os mais atingidos por balas são as pessoas negras e pardas por comporem a maioria da favela, contribuindo para o aumento do preconceito.
Ademais, a má gestão armamentista é outro fator que fomenta a violência urbana. De fato, essa má gestão possibilita não somente a posse, compra e venda desse material, como também o aumento de morte pela tal, visto que criminosos possuirão armas tão pesadas quanto as policias, assim como em “Tropa de Elite”, em que resultará no aumento de mortes. Tanto que, por exemplo, desde o ano de 2003, 71,5% da taxa de homicídio nas favelas correspondia a morte por armas de fogo, o que causa mais insegurança aos moradores do subúrbio.
Desse modo, fica exposta a necessidade de medidas do Estado para assegurar direitos básicos e intensificar as melhorias nos fatores preventivos como moradia, educação e empregos, por meio de investimentos dado pelo dinheiro público. Além disso, o Estado e o Serviço Militar devem promover uma maior atenção ao policiamento na gestão armamentista, por meio de investigações e rastreamento de locais para venda de arma, assim, precavendo mortes desnecessárias.