Violência urbana no Brasil
Enviada em 13/09/2022
O pensador Gilberto Dimestein possuía a ideologia de que os cidadãos, em geral, possuem direitos civis no papel, porém que não são executados na prática, por isso denominava esse conceito de “cidadão de papel”. Em concordância com a realidade do pensamento, está os altos números de violência urbana no Brasil, mesmo a Constituição Federal garantindo a coibição de atos de atrocidade. Portanto, a negligência estatal e a desigualdade racial são causas para o agravamento desse problema.
Em primeiro plano, vale ressaltar que, a falência do sistema penitenciário é uma realidade brasileira que resulta na criação de mecanismos, a fim de que o cidadão responda sempre pelo crime em liberdade. Outrossim, a falta de investimentos em melhorias nas cadeias pelo Estado, prejudica a ressocialização do preso de forma satisfatória, uma vez que não há ensinamentos sobre violência na cadeia, ao mesmo tempo em que a força policial, muitas vezes, trata agressivamente os presidiários.
Em segundo plano, cabe destacar que, segundo o jornal “O Globo”, 71,5% das pessoas assassinadas são negras ou pardas, tal fato evidencia que as mortes violentas são um retratato do desequilíbrio entre raças no Brasil. Logo, isso demonstra a presença do racismo de forma bruta no país, assim como vem acontecendo durante toda a história. Por analogia, há uma presença de medo entre os negros, já que a desigualdade ainda é muito presente e esses cidadãos são os mais afetados em atos de brutalidade.
Por fim, é fundamental que medidas sejam tomadas para aumentar a segurança da população brasileira. Posto isto, o Estado deve trazer melhorias nos presídios do país, através de maiores investimentos na área e contratação de funcionários com treinamento, a fim de demonstrar aos presos que a violência não é a resposta para tudo. É importante também que haja campanhas na mídia, para ensinar sobre a desigualdade racial, que é presente em vários setores, com o fito de diminuir a violência causada por essa distinção. Assim, será possível um país mais seguro e igualitário a todos.