Violência urbana no Brasil
Enviada em 08/09/2022
Durante o Brasil colônia, foi sendo formada uma sociedade primordialmente, latifundiária e escravista. Dessa maneira, a violência era base do contexto político-social em que o País estava inserido. Todavia, nos tempos atuais, é perceptível que todos os praticamente 300 anos de período colonial são refletidos na atualidade como profundas raízes na história do país tendo em vista que a violência permanece, infelizmente, sendo uma realidade marcante no cenário urbano. Dessa maneira, é necessário encontrar escapatórias para solucionar essa tão inserida problemática.
Primeiramente, cabe colocar a violência como fomentadora de inúmeros casos de morte no Brasil, mas também como um reflexo da desigualdade racial enraizada. Segundo o Atlas da violência divulgado em 2021, a chance de uma pessoa negra ser assassinada no Brasil é 2,6 vezes superior àquela de uma pessoa não negra. Mostrando que casos como o de Marielle Franco, uma mulher negra que foi assassinada por defender e representar as minorias no país, não são atos isolados e sem um motivo preconceituoso por trás.
Ademais, temos como principio do estado, ser o moderador de conflitos, e não os alimentar, porém, observamos policiais manifestando comportamentos violentos contra bandidos e até mesmo para com a população de baixa renda, principalmente em favelas e locais periféricos, como o acontecido com João Pedro de 14 anos em 2020, que foi morto a tiros por policiais dentro de sua casa. Essa mentalidade militar de repressão, e gera um sentimento de revolta na população que perde o respeito e a confiança nos oficiais cujo principal papel é garantir a segurança pública.
Dessa maneira, é papel do Ministério da Educação, em parceria com as mídias, desenvolver campanhas de conscientização sobre igualdade de gênero e raça, com o intuito de conscientizar a população sobre o fiasco do preconceito e suas consequências danosas. Cabe também, ao Poder Legislativo, junto ao Executivo, criar leis que providenciem nos treinamentos militares uma mentalidade mais flexível, onde a violência seja usada apenas em últimos casos, para que assim as taxas de mortalidade e violência sejam cada vez menores.