Violência urbana no Brasil
Enviada em 08/09/2022
Desde o período de colonização o Brasil vive um contexto de exclusão social e opressão às minorias, que, a longo prazo, teve como resultado a criação de uma nação extremamente violenta. No que tange a tal aspecto, é evidente que o caráter violento do país torna-se, cada vez mais, um aspecto obscuro para a população, em especial para grupos minoritários. Nesse sentido, é notório que a violência urbana no Brasil é uma realidade, agravada pela desigualdade social, além do despreparo policial e da falta de punitividade no país.
Destarte, é evidente que a disparidade social corrobora a violência urbana. Em consonância aos altos índices de pobreza, cresce também a criminalidade e o tráfico, que acabam por ser a opção de muitos em situação de desespero, ambos grandes geradores de assassinatos e violência, uma vez que colocam criminosos e policiais em situações de confronto agressivo. Nesse sentido, só durante a última década, o Brasil foi cenário de 553 mil mortes violentas, número que evidencia a situação de descontrole com relação a tal conjuntura.
Ademais, é explícito que existe um agravante da violência urbana no Brasil no que tange à força policial. Os agentes de segurança da nação são despreparados e, ao invés de garantirem a paz e a harmonia, tornam-se ferramentas que acentuam a violência no país, uma vez que não têm treinamento para lidar com situações extremas de criminalidade, e tornam-se reféns da necropolítica e das armas, gerando mais mortes. Há também uma questão de falta de punitividade dos policiais na justiça, fato que se torna um estimulo à prática da violência por parte dos mesmos, que, como explica Hana Arendt e a banalidade do mal, tornam-se agentes do estado projetados para para matar, mas tem suas ações legitimadas e suas responsabilidades anuladas.
Portanto, é evidente que para sanar tal questão, o Governo e o Ministério Público devem, através da fiscalização, garantir a continuidade e a efetividade dos projetos públicos existentes no combate à desigualdade social, que podem auxiliar na grande disparidade social, para que a pobreza não seja um fator tão agravante à violência urbana.