Violência urbana no Brasil

Enviada em 02/10/2022

O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige a garantia dos direitos fundamentais de um povo.No entanto, ao se observar a questão da violência urbana no Estado, constata-se que esses direitos não estão sendo assegurados na prática.Com efeito, é imprescindível enunciar a falha na formação educacional e a insuficiência legislativa como pilares fundamentais do óbice.

Primeiramente, é imperativo ressaltar as lacunas da educação brasileira.Sob tal perspectiva, é oportuno assinalar que, conforme o pensador Emile Durkheim, a sociedade deve ser analisada de maneira crítica e distanciada do senso comum.Nessa sentido,a proposta de Durkheim pode ser aplicada quando se analisa a falta de tolerância no convívio social, pois a maioria da população não possui uma base fundamentada das relações interpessoais.Dessa maneira, a falha no ensino prejudica a formação de um indivíduo com forte senso de civilidade.Destarte, discorrer criticamente esta problemática é o primeiro passo à construção de um país equânime.

Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater este atrito.Nessa lógica, a carência de atitudes oficiais promove a criminalidade, dado que não existem artifícios que punam rigorosamente os criminosos.Dessa forma, a reincidência é constante, visto que as fracas leis brasileiras não exercem coercitividade sobre esses indivíduos.Essa conjuntura, segundo o filósofo Jonh Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre a sua função de garantir que todos os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a segurança, o que é evidente no país.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se suprimir esses obstáculos.Para isso, é essencial que o governo, por intermédio de leis, invista na educação familiar e crie artigos jurídicos que punam corretamente os infratores, a fim de reforçar o conceito de harmonia nas relações sociais e evitar a reincidência desse crime.Realizados esses pontos, a sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel, como enfatizou Dimenstein.