Violência urbana no Brasil

Enviada em 21/09/2022

A Constituição federal de 1988 garante que todos os cidadãos têm direito à segurança pública, porém, segundo o sociólogo Gilberto Dimenstein, em sua obra “O cidadão de papel”, este direito está apenas no plano teórico, já que, na prática, não é de fato garantido. Dessa forma, essa realidade se deve ao não cumprimento da Constituição e à inoperância estatal.

Antes de tudo, é importante destacar como é evidente a violência urbana no Brasil, dado que segundo a UNODC, o Brasil é o oitavo país mais violento do mundo. A taxa de violência no país é inadmissível, visto que há leis que, teoricamente, deveriam impedir que os casos ocorressem, é nesse cenário que Thomas Jefferson, terceiro presidente dos EUA, diz que a aplicação das leis é mais importante que a sua elaboração, uma vez que somente a sua elaboração não é suficiente para, por exemplo, impedir os casos de violência, é necessário também, que o direito à segurança seja aplicado.

Ademais, a negligência governamental é um fato preponderante para a ocorrência da violência urbana, pois à falha do Estado ao lidar com outros problemas sociais, como a falta de educação e de oportunidades, é o que gera a violência, porque ao viver em extrema pobreza e sem ter uma boa educação, muitos indivíduos se veem na obrigação de entrar para a vida do crime, tendo que matar e roubar para obterem melhores condições de vida. Assim, percebe-se que o governo precisa combater o problema pela sua raiz, educando a população para acabar com os males que a falta da educação traz e mudar a sociedade, como diz Nelson Mandela, ex presidente da África do Sul, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”.

Portanto, entendendo toda a problemática por trás da violência urbana, é tempo de combater essa grave falha social. Para isso, cabe ao governo federal, visto que é o responsável pela administração federal, melhore a segurança e a educação do país, aumentando o policiamento nas ruas, afim de diminuir os casos de violência e garanta mais acesso à educação, para todos os indivíduos terem outras opções além da criminalidade. Dessa maneira, com a conjuntura de tais ações, o direito garantido pela Constituição será uma realidade.