Violência urbana no Brasil
Enviada em 09/08/2023
Em grandes centros urbanos brasileiros, a violência é uma realidade irrefutável e de difícil combate e explicação. Nesse sentido, a Banalização do Mal, teoria de auto-ria da filósofa Hannah Arendt, nos ajuda a compreender que esse quadro é tão co-mum que, de certo modo, passou a ser ignorado pela população ao passo que há um sentimento de incapacidade. Dessa forma, a violência urbana existe, principal-mente, perante duas falhas do Estado: manter baixos os níveis de criminalidade e tornar a privação de liberdade em ação de reabilitação social.
Em primeiro lugar, é amplamente divulgado o pensamento de que as limitações culturais e as condições precárias de existência abrem portas para o mundo do cri-me. Embora o Estado seja o responsável por estabelecer os bons costumes por me-io da concessão de direitos garantidos pelo Art. 5º da Constituição Federal de 1988, como acesso à educação, moradia, cultura, saúde e educação, na prática isso não se faz real. Dessa maneira, o mundo do crime faz falsas promessas de garantir o que o Estado falha em fornecer e tem êxito em cooptar cidadãos para o crime.
Em segundo lugar, o sistema carcerário nacional é conhecido por sua falta de eficácia, já que falha em seu papel de reconstruir o caráter do indivíduo que se rendeu ao crime. Isto é, de dentro dos presídios é possível controlar o narcotráfico, gerenciar facções e até mesmo organizar grandes esquemas de golpes cibernéti-cos. Ou seja, a instituição do Estado que seria responsável pela reabilitação social do indivíduo privado de liberdade se faz ambiente de manutenção e de promoção das práticas de transgressão.
Então, as prefeituras devem promover a cultura, a educação e o lazer por meio da criação e ampliação de escolas e programas educacionais, a fim de garantir a construção de caráter individual condizente com a vivência em sociedade. Ademais, os poderes legislativo e judiciário devem se juntar para, além de criar e expandir, garantir as políticas voltadas à reabilitação social do preso, sendo o principal exemplo disso a educação que insere o individuo no mercado de trabalho e evita que o mesmo volte às práticas criminosas. Logo, a sociedade se verá cada vez mais saudável e livre da violência que se faz tão presente nos centros urbanos.