Violência urbana no Brasil

Enviada em 19/09/2023

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a União é responsável por garantir a segurança e a educação à todos os cidadãos. Contudo, em paralelo à sociedade atual, nota-se como o índice de violência e atentados contra a vida da comunidade vêm aumentando. Dessa forma, é basilar que a violência urbana seja discutida e previnida a fim de tornar o país um território mais seguro.

Sob tal prisma, é evidente como a instrução social afeta o dia a dia dos indivíduos e o impacto que tem sobre a sociedade. Nesse sentido, é válido analisar o “Atlas da Violência 2018” escrito pelo Instituto de Pesquisa e Econômia e o Fórum Brasileiro de Segurança e Saúde, o qual demonstra, por meio de dados, que a população mais afetada pelo aumento da criminalidade é a negra periférica. Dessa maneira, é claro como a marginalização social, perpetuada por preconceitos arcaicos, como o de negros possuirem o gene do crime em seu DNA, afeta o acesso à escolas e, assim, contribui para a estruturação efetiva da criminalidade na federação.

Em consequência dos fatos narrados, tem-se a expansão da violência e os impactos na taxa de mortalidade de jovens brasileiros. Na esteira desse processo, ainda citando o Atlas publicado no jornal O Globo, homens negros, de condição social desprivilegiada, com pouco acesso ao sistema educacional de qualidade, tendo os cursos técnicos como exemplo, iniciam cedo suas vidas em organizações ilegais, onde o dinheiro fácil é um atrativo, pois não há a instrução efetiva da boa moral. Nesse contexto, com o contrabando de drogas e armas, seus participantes possuem uma vida curta, visto que são combatidos pela polícia, onde a morte em meio ao combate é, em muitas das vezes, inevitável.

Urge, por fim, que a violência urbana tenha um fim, já que afeta a vida dos jovens brasileiros e do corpo social como um todo. Para isso, o Estado, na figura do Ministério da Educação e do Ministério da Segurança, deve promover projetos que busquem a inserção em massa dessas crianças nas escolas e/ou cursos técnicos, além do mercado laboral. Tal medida deve ser feita por meio da construção de instituições de ensino em bairros mais afetados pela pobreza e da reeducação do corpo juvenil detido pelo Legislátivo. Com isso, o país estará seguro.