Violência urbana no Brasil

Enviada em 20/10/2023

A Constituição de 1988 garante a todo cidadão o direito à integridade física e emocional, assim como a proteção contra todo o atentado à segurança pública. No entanto, as cidades brasileiras não desfrutam de uma segurança urbana efetiva e satisfatória, logo, vê-se que há violência urbana no Brasil, devido, principalmente, à falta de patrulhamento nas cidades e, também, devido ao crime organizado.

Primeiramente, é importante destacar a falta de patrulhamento e de viaturas policiais nos centros urbanos como um motivador da intensa ação violenta de indivíduos e grupos criminais. Essas ações tendem a afetar as comunidades periféricas das grandes cidades, que não recebem a devida proteção estatal contras as violências domésticas, físicas, sociofinanceiras e emocionais. Exemplo desses atentados contra a integridade do cidadão está presente na obra contemporânea ‘‘Quarto de Despejo’’, de Carolina de Jesus, moradora da Favela de Canindé que expõe os atos vioentos contra a comunidade, como a violência de maridos com as suas esposas, que se sentiam à vontade para agredirem suas mulheres, uma vez que não existiam policiais ou patrulhamento por perto, para que protegessem os direitos dessas mulheres violentadas. Provando que a falta da ação policial resulta na dispersão e recorrência de agressividades.

Ademais, outro assunto a se distutir é com relação ao crime organizado, que faz dos moradores das periferias reféns de seus atos violentos. Isso acontece, por exemplo, quando a força militar combate as facções criminosas, que ao se instalarem nas favelas, atormentam os moradores e os submetem às trocas de tiros e a perturbação psicológica de estarem sempre inseguros em um ambiente instável. Essas situações expõem a falta de segurança pública nesses locais onde o Estado não proteje o cidadão de maneira satisfatória, não cumprindo com os direitos previstos na Constituição.

Conclui-se, portanto, que o Ministério da Segurança Pública deve criar políticas eficientes que protejam todos os cidadãos, por meio da vigilância não só dos centros urbanos, mas também de todas as áreas periféricas, alcançando todas as diferentes classes e idades. A fim de que, a integridade física e emocional do cidadão brasileiro seja garantida, não havendo mais a violência urbana no Brasil.