Violência urbana no Brasil

Enviada em 04/11/2023

A Constituição de 1988 foi um marco na história brasileira, pois foi a primeira vez que o país teve uma constituição que tem como uma de suas bases o direito a segurança da sociedade. No entanto, esse avanço se mostrou insuficiete, visto que a alta violência urbana no Brasil tem sido um grande problema na vida da população, como furtos e homicídios. Nesse contexto, deve-se analisar como a negligência estatal e a secundarização dos direitos no Brasil impulsionam tal problemática, com o intuito de solucioná-la.

Diante desse cenário, nota-se a inoperância governamental como fator agravante nesse aumento da violência urbana. De acordo com o geógrafo Milton Santos, em seu texto “As Cidades Multiladas”, a cidadania atinge a plenitude de sua eficácia quando os direitos do corpo social, em sua totalidade, são homogeneamente desfrutados. Todavia, no contexto hodierno, a passividade do Estado distancia a população negligenciada dos direitos constitucionalmente garantidos, à medida que, a falta da ação do governo contra a violência no país faz com que muitos dos habitantes, principalmentes a populaçãom mais pobre, sofram com as consequências com a falta de policiais nas ruas.

Além disso, é notório como no Brasil houve um secundarização histórica dos direitos. Nesse sentido, no livro “A Elite do Atraso”, o autor brasileiro Jessé Souza discorre sobre como o desenvolvimento no Brasil foi guiado por uma elite interessada apenas nos lucros rápidos e todos os direitos da população ficaram à mercê e, como consequência a população sofrendo com a criminalidade e a violência no Brasil, muitas dessas pessoas como os jovens moradores de comunidades, são influenciados por traficantes a seguir esse caminho de vida como um meio de viver.

Em suma, o cenário exige uma ação robusta do Estado e da sociedade civil. Portanto, a União, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, deve criar um plano de apoio, como palestras e campanhas, com fundo próprio, mostrando meios de acabar com a violência e de distanciar os jovens desse meio causador da discórdia. Além disso, a sociedade deve se unir para eleger representantes que visem a diminuição de tal problema. Assim, garantindo os direitos de 1988.