Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 07/09/2019
A violência urbana é uma problemática que sempre se manteve presente nas sociedades. Roma Antiga, cidade super romantizada pelo Império Romano, era, na verdade, considerada uma das mais perigosas, com altos índices de esfaqueamentos em suas ruas e com o crescente medo de transitá-las no período da noite. Hodiernamente, ao se tratar do cenário brasileiro, a realidade não é contrastante, ao ponto de que o mesmo medo de se transitar pelas ruas da Roma Antiga, fazer parte do cotidiano de tantos cidadãos brasileiros que temem por suas vidas ao se deslocarem para o trabalho ou para qualquer outra atividade. Dessa forma, cabe analisar os fatores que propiciam essa situação e as medidas que devem ser tomadas a fim de minimizá-la.
A priori, é notável a precariedade na segurança pública brasileira. Ademais, segundo Locke, o Estado deve ser provedor dos direitos básicos aos seus cidadãos, como saúde, educação e segurança. No entanto, o que se observa por todo território nacional é a expansão da violência e dos crimes contra a vida, como assaltos e homicídios em qualquer horário do dia, a elevar, assim, o sentimento de insegurança entre os brasileiros. Como prova disso, tem-se um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ao qual cerca de 70% dos brasileiros sentem-se inseguros no país, o que, de fato, mostra a falha governamental em atender o direito à segurança aos indivíduos.
Outrossim, outro fator que revela, infelizmente, traços históricos da escravidão é o fato de que os maiores índices de violência, possuem cor e definição, a sobressair sobre um grupo específico composto por pessoas negras e de baixa classe social as maiores chances de ser morto no país, cerca de 2,5 vezes mais que um indivíduo branco, segundo pesquisa divulgada no site Agência Brasil. Além disso, mais outra prática que vem a se expandir pelo país é o feminicídio, em que o homem fundamentado pelo patriarcalismo, se acha superior a mulher e por isso, acredita que pode fazer o que quiser, até, mesmo, matá-la, a ser esse mais um reflexo da falência das medidas governamentais em sanar problemáticas.
Destarte, medidas devem ser tomadas a fim de mitigar o imbróglio. Logo, cabe ao Estado, junto com o Ministério de Segurança, investir em melhorias na segurança pública, por meio da expansão no número de agentes militares e de centrais de monitoramento com câmeras espalhadas e profissionais especializados para controle, com o objetivo de proteger a população de maneira mais efetiva. Por fim, cabe à mídia criar campanhas sobre alertas quanto aos índices de feminicídio e de violência, principalmente contra os negros, por intermédio de TV’s, Internet e novelas, com o fito de orientar a população e minimizar os índices de violência. Com isso, poder-se-á criar uma sociedade mais próxima