Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 19/09/2019

O sociólogo Muniz Sodré fala que “um ato de violência gera uma estado de violência”. Nesse sentido, alguém que teve seu familiar, amigo, ou até si mesmo, vítima de um ato violento, adquire um sentimento de insegurança e medo. Sob essa ótica, esse cenário desrespeita princípios constitucionais importantes, como o direito à educação e à saúde.

Vale ressaltar, primeiramente, que o medo de sofrer atos violentos limita o acesso de estudantes à escola. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um a cada onze alunos deixam de ir à escola por esse motivo. Dessa forma, embora atenuar a sensação de vulnerabilidade sentida por eles seja uma necessidade a qual o Estado brasileiro precisa atender, nossos governantes esbarra em barreiras como a ineficácia do policiamento, a desigualdade social e o conflito de interesses.

Convém destacar também que a violência urbana impacta na saúde brasileira. Isso porque, as vítimas serão encaminhadas aos hospitais públicos, os quais apresentam baixos recursos financeiros e um sistema de atendimento sobrecarregado. Nesse sentido, o produto dos atos violentos são altos gastos públicos e a superlotação das casas de saúde, o que se torna desafiador o atendimento médico e ineficaz a atenção as demais pacientes, com doenças graves.

Fica evidente, portanto, que contornar os impactos gerados pela violência urbana é um desafio, entretanto, uma necessidade. Sendo assim, é preciso, a curto prazo, intervenções como políticas públicas, a exemplo de melhoria do policiamento nas ruas, para que a população se sinta mais segura e diminua o número de vítimas. Além disso, instituições não-governamentais podem auxiliar a população com projetos de tratamento psicológico a pessoas que sofreram algum tipo de violência, para que elas não carreguem