Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 24/09/2019

No filme “Escritores da Liberdade” o tema da violência é retratado como um causador de males sociais como medo, baixo rendimento escolar e uma perspectiva de futuro quase nula entre os jovens que convivem com essa realidade. Fora das telas, o problema da violência também existe e preocupa os brasileiros. Assim sendo, essa violência é causada muitas vezes por falta de oportunidades, bem como situações precárias de vida.

A priori, é preciso notar que segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil possui a segunda maior taxa de mortes por agressões do mundo, esse dado mostra o quão precária está a segurança pública no país. Ademais, os afetados por esse problema são majoritariamente jovens e 71,5% são negros e pardos, segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada, reforçando a desigualdade existente. De mesmo modo, é na periferia que há mais violência.

Outrossim, a socióloga Simone de Beauvoir, disse que o homem faz parte de uma construção social e cria suas referências a partir do sistema social que o envolve. Consequentemente, um ambiente hostil de violência é capaz de gerar mais violência, influenciando jovens a seguir o caminho do crime, muitos deles acreditando ser a única oportunidade de ganhar algum dinheiro. Portanto, a violência se torna um ciclo, afetando de forma mais severa os mesmos ambientes: áreas pobres com pouco policiamento.

Em suma, a violência urbana deve ser combatida. Para isso, o Ministério de Segurança Pública deve levar tecnologia de monitoramento para as periferias, instalando câmeras para uma maior fiscalização. Além disso, o Ministério da Educação deve profissionalizar o jovem de baixa renda, por meio de cursos gratuitos, para que ele tenha mais oportunidades de trabalho e menos contato com o crime. Dessa forma, a educação diminuiria a violência e as relações sociais se tornariam mais fáceis, como propõe o filme “Escritores da Liberdade”.