Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 26/09/2019

No filme brasileiro “Tropa de Elite”, é retratada uma intensa violência urbana na cidade do Rio de Janeiro, questão essa que deixa esse cenário urbano bem complexo para a sociedade. Apesar de ficcional, tal contexto também tem acontecido na realidade, pois a violência urbana tornou-se um problema crônico do país, sendo um desafio a ser enfrentado pela sociedade. Desse modo, faz-se necessário investimentos em educação e infraestrutura urbana para que essa mazela deixe de ser vista como banal.

Em primeira análise, é importante frisar que ,o grande índice de evasão escolar, é algo que tem intensificado a violência urbana. Isso acontece devido ao fato de ao abandonar os estudos, os jovens têm menos possibilidades de conseguir emprego e, consequentemente, são mais suscetíveis a entrarem para a criminalidade. Prova disso são os dados da Unicef, que mostrou 70% dos jovens brasileiros de 14 a 19 anos que foram vítimas ou autores de homicídios estarem há pelo menos 2 anos afastados das escolas. Sob essa ótica, segundo Paulo Freire, se com a educação já é difícil resolver os problemas, sem ela, tampouco, algo será mudado, o que corrobora o quão fundamental esse setor é para a ordem social vigente.

Ademais, é notório que a indiferença do Estado com as periferias brasileiras deixa esses locais sem um atendimento social eficaz para a população,deixando esses ambientes à margem, ficando assim vulneráveis à violência urbana. Nessa perspectiva, ocorre que, como esse problema é algo trivial nessas localidades, os cidadãos acham essa questão normal, o que segundo a filósofa Hannah Arendt, pode gerar uma banalidade do mal, pois o indivíduo acostumado com tais atos, pode praticá-los sem culpa e sem a noção de estar errado, podendo gerar então um estado de violência.

Diante disso, cabe ao Estado uma atenção maior a áreas periféricas, visando diminuir as disparidades entre as regiões. Além disso, as escolas devem providenciar aulas menos conteudistas e mais tangíveis a realidade do aluno, por meio de atividades lúdicas que podem ser utilitárias no dia a dia,a fim de despertar o interesse dos jovens e diminuir o índice de evasão.