Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2019

Segundo John Locke, filósofo britânico do século XVII, é dever do Estado garantir e expandir os direitos a todos os cidadãos. No entanto, principalmente pela desigualdade social existente no país, o aumento da criminalidade urbana apresenta-se como um grande mal a ser enfrentado pela sociedade brasileira. Nesse sentido, convém analisar as principais causas, consequências e possível medida para reduzir essa problemática.

De acordo com o canal televisivo Globo News, o maior fator para levar os jovens a infringir a lei é o tráfico de drogas, que recruta adolescentes, geralmente, moradores de periferia, para o mundo da criminalidade. Essa ocorrência evidencia que os criminosos utilizam a baixa condição financeira e as poucas oportunidades ofertadas aos indivíduos para convencê-los a ingressar ao crime organizado.

Além disso, segundo o portal de notícias G1, foram registrados mais de 60 mil homicídios no Brasil em 2018, sendo que a maioria das vítimas são pobres de comunidade carentes. Esse fato demonstra que o alto índice de criminalidade do país, infelizmente, afeta principalmente a parte mais marginalizada da sociedade, que, além de enfrentar diversas dificuldades durante a vida, também são obrigados a conviver com essa triste realidade, em contramão aos ideais do filósofo britânico.

Dessa forma, a fim de garantir os ideais de John Locke e reduzir a criminalidade, o governo federal, por meio do Ministério da Educação, deve ampliar o investimento em cursos técnicos gratuitos, como o Pronatec, para estudantes de escola pública. Essa atitude evitaria que muitos jovens tivessem mais oportunidades e, consequentemente, reduziria a alta taxa de violência sofrida pela sociedade brasileira.