Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 16/05/2020

No livro ‘‘Inteligência Emocional’’, do autor Daniel Goleman, ele cita a ação emocional que prevalece em um determinado instante sobre a ação e o pensamento racional, o que ele chama de ‘‘sequestro emocional’’. Tais explosões emocionais, o autor explica, que são geradas efetivamente em situações conflituosas, como em uma discussão crítica, podem ocasionar em uma ação irracional e violenta. De fato, tal psicologia pode ser associada à violência urbana brasileira, pois é nos grandes centros, segundo o Fórum de Segurança Pública, onde, diariamente, as pequenas discussões que se tornam casos de homicídios. Logo, os principais problemas estão relacionados ao descontrole emocional dos indivíduos e à ineficiência do Estado na educação. Assim, é preciso analisar os aspectos políticos e sociais da questão para, então, entender tal desafio e poder combatê-lo.

Primeiramente, é valido destacar que o problema deriva do descontrole emocional dos indivíduos frente uma situação de conflito. Diante disso, o portal de notícia G1, em 2015, realizou uma pesquisa sobre casos de violência extrema no trânsito urbano que resultaram morte e, pôs, em destaque, dois dos principais motivos: falta de paciência e pelo excesso de imprudência dos motoristas. Em tal contexto, essa falta de paciência está relacionada com o ’’ Sequestro Emocional’’ supracitado, que pode ter como resultado, mesmo por motivos banais, o homicídio. Nesse aspecto, tal enfermidade deve ser combatido para uma perspectiva positiva frente a violência urbana e a maior valorização a vida.

Outrossim, ainda é valido ressaltar que o precário sistema educacional brasileiro está relacionado diretamente com o problema. Sob esse viés, segundo o IPEA, para cada 1% a mais de jovens entre 15 e 17 anos nas escolas, há uma redução de 2% na taxa homicídio. Entretanto, o sistema educacional não abrange a todos, pois segundo o IBGE há mais de 11 milhões de analfabetos. Logo, tal raciocínio é possível ser analisado ao comparar os índices de violência de países com sistema educacional superior, como a Dinamarca que, mesmo sendo uma das principais rotas de narcotraficantes da Europa, quase não possuí crimes de rua. Faz-se mister, portanto, a reformulação de tal postura Estatal.

Em suma, é essencial que o Estado intervenha para que haja mudança desse quadro. Para tanto, cabe ao Governo, por meio de verbas públicas, ampliar o investimento no ensino público para as áreas marginalizadas, ao criar mais escolas e acrescentar nas grades curriculares disciplinas como, diretos constitucional, cidadania e o QE- Inteligência Emocional. Espera-se, com isso, promover uma educação de maior qualidade, com foco, também, no controle emocional, para melhoria do desempenho do aluno e maior potencial de abranger pessoas, principalmente as que vivem em condições de miséria. Feito isso, o Brasil irá superar as perspectivas negativas do quadro de violência ao promover a educação.