Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 27/06/2020

O relatório anual da Organização Mundial da Saúde revelou que o Brasil passou a ser o 9° país mais violento no mundo em 2019, ganhando o título de 5° com maior número de homicídios. Isso é reflexo de fatos históricos, como o crescimento urbano desordenado e a má gestão pública, na qual o Estado arrecada muitos impostos, mas investe muito pouco em benefício da população. Diante disso, fica clara a necessidade de medidas que solucionem esse problema social, tendo como objetivo salvar milhares de vidas que são vítimas diárias da violência brasileira.

A priori, segundo uma notícia publicada no portal G1, mais de 78% das vítimas de homicídios no ano de 2019 foram jovens entre 14 e 29 anos, moradores da periferia e negros. Além disso, o texto revela que o numero de mortes causadas por policiais cresceu três vezes, comparado com o ano anterior. Tais dados são reflexo do despreparo policial e a falta de políticas publicas para regiões periféricas, tornando a população dessas localidades invisíveis aos olhos do Estado.

Outrossim, dados do Ministério Publico Federal revelam que menos de 8% das crianças e adolescentes das periferias frequentam e concluem o ensino básico e médio. Ademais, os números revelados indicam que grande parte dos adolescentes iniciam no mundo do crime com menos de 15 anos devido a falta de perspectivas com seu futuro, motivados a ajudarem suas famílias que são em grande maioria pobres. Isso deixa evidente que é preciso soluções com o objetivo de corrigir esse problema social, sendo que grande parte desses jovens são vítimas da própria violência em que estão inseridos.

Portanto, fica clara a necessidade do combate a essa anomalia social. Para isso, o Governo Federal em conjunto com os Governos Estaduais, devem desenvolver programas sociais que facilitem o acesso ao mercado de trabalho e a capacitação profissional para jovens da periferia, com o objetivo de oferecer meios que afastem essa juventude do mundo do crime e diminua o numero crescente de mortes desses. Somado a isso, o Ministério da Educação precisa buscar oferecer o mínimo de estrutura; construindo escolas, estimulando projetos de ensino integrais em áreas de robótica, ciências, etc; para que crianças e adolescentes das áreas periféricas tenham uma educação de qualidade e sejam desestimulados a trilarem caminhos na criminalidade. Somente assim será possível reverter esse cenário tão preocupante.