Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 30/08/2020
Com o advento da 1ª Revolução Industrial, no século XVIII, os burgos começaram a receber um maior número de pessoas em busca de emprego,que faltava no campo. Contudo, esses espaços, que eram para ser locais de oportunidades para a melhora de vida, tornaram-se palco de um aumento na criminalidade. Sob tal ótica, no Brasil contemporâneo, a violência nos centros urbanos é um problema grave para a sociedade, visto que ela demanda altos gastos para ser combatida e acarreta em prejuízos ao bem-estar da população.
Inicialmente, o grande número de crimes causa impactos negativos em outras áreas, como a educação. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2017, os estados gastaram cerca de R$ 78 bilhões na proteção dos cidadãos. Diante disso, esses recursos fazem falta para escolas públicas, como mostra mostra o posicionamento do Brasil na prova de leitura do PISA de 2018: 58º dentre 79 países. Nesse sentido, a alta violência nas cidades exige do Estado investimentos em policiamento e armamento, os quais poderiam ter ido para o aumento de salário dos professores, reformas em escolas e compra de materiais digitais para os alunos.
Por outro lado, não só a integridade física e a propriedade dos moradores de cidades é afetada, como também a sua saúde mental. Em consonância com o pensamento de Bauman, a ignorância quanto a como proceder a uma situação que não criamos nem controlamos é uma importante causa de angústia e medo. Por conseguinte, segundo a OMS, cerca de 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade. Dessa forma, o receio de ser assaltado ou morto ao sair de casa provoca uma sensação de insegurança e aqueles que já passaram por isso podem ficam traumatizados, o que prejudica a qualidade de vida dos habitantes de centros urbanos.
É mister, portanto, tomar medidas que atenuem a violência presente nas cidades brasileira. Logo, cabe ao Poder Executivo Municipal criar um programa de terapia gratuito para as pessoas que possuem medo de andar na rua e serem roubadas, por meio da contratação de médicos pelo SUS, os quais utilizarão o espaço de postos de saúde e clínicas da família para prestar esse serviço. Além disso, esses atendimentos serão divulgados pelas emissoras de televisão. Espera-se, assim, amenizar os impactos da violência na saúde mental dos moradores de cidades brasileiras.