Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 05/09/2020
Segundo Sartre, “A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Não distante desse pensamento, a violência urbana no Brasil é um problema que afeta diversas pessoas, sendo constantemente abordada pelos jornais e programas de televisão. Nesse sentido, o déficit educacional e um sistema prisional problemático contribuem para a permanência desse cenário no país.
A princípio, o déficit educacional é um fator para a perpetuação da criminalidade nos centros urbanos. De acordo com Pitágoras, é de grande importância educar as crianças para não ter que castigar os adultos. Desse modo, a ausência de uma educação de qualidade faz com que muitas crianças e jovens, principalmente de comunidades carentes, não tenham oportunidades ou perspectiva de de um bom futuro e acabam sendo introduzidos no mundo do crime, com o intuito de melhorar de vida de modo mais rápido.
Por sua vez, o sistema prisional do Brasil não é um ambiente que cumpre com a finalidade de reduzir a violência nas cidades. Nesse contexto, a série televisiva “Carcereiros” exemplifica como é o funcionamento dos presídios brasileiros. Uma vez que, boa parte das prisões do país estão em péssimo estado e superlotadas, esses ambientes não oferecem as condições necessárias para a ressocialização dos presidiários. Além disso, em vários casos, acaba contribuindo para a continuação da criminalidade nas ruas, pois muitos dos que são soltos não conseguem empregos e terminam voltando a cometer delitos.
Sendo assim, é fundamental investir na reintegração dos detentos na sociedade para minimizar a violência urbana no Brasil. Para tanto, é de responsabilidade do Governo Federal investir na ressocialização da comunidade penitenciária, por meio da oferta de cursos profissionalizantes e parcerias com empresas e instituições que disponibilizem vagas de emprego para essas pessoas, com o objetivo de os inserir no mercado de trabalho e não retornarem a infringir as leis.