Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 30/09/2020
Segundo a Constituição Federal Brasileira, promulgada em 1988, é dever do Estado, para preservação da ordem pública, asseverar a segurança pública e a incolumidade dos indivíduos. Contudo, a proteção que o Estado fornece é imensamente insatisfatória, já que o aumento nos casos de violência urbana tem sido muito expressivo. Logo, a falta de infraestrutura, aliada ao êxodo rural, e o despreparo das autoridades policiais são os principais agravantes desse impasse.
De fato, o processo de industrialização promoveu a marginalização da sociedade, pois, a mecanização do campo obrigou a população rural a ir em busca de oportunidades de empregos nas áreas industriais. Como as cidades careciam de infraestrutura para enfrentar a forte onda migratória, os imigrantes foram forçados a ocupar suas margens. E, para sobreviver, começaram a se submeter aos atos violentos, bem como os assaltos e a formação de quadrilhas criminosas.
Também cabe salientar que, em muitos dos casos, a falta de preparo dos policiais é letal. Em 2000, no episódio do sequestro do ônibus 174, um policial, ao tentar atirar no criminoso, acerta a mandíbula de uma refém e acaba por tirar sua vida. Fica evidente, portanto, que as autoridades são desprovidas de treinamentos, tanto físico quanto psicológicos, adequados, e, consequentemente, não agem de forma eficaz.
À luz dos fatos registrados, faz-se necessária a tomada de medidas que atenuem os impasses da segurança pública. Por isto, o Ministério da Economia deve criar um programa, especificamente à classe marginalizada, que empregue e assalarie, de forma justa, em empresas estatais, para que se reduza a quantidade de assaltos. Cabe ao Ministério da Segurança criar centros capacitados de treinamentos aos policiais, com cursos teóricos preparatórios e assistências psicológica e psiquiátrica diárias. O Ministério da Educação, também, deverá destinar parte de seus investimentos à criação de centros assistenciais, nas comunidades periféricas, aos jovens mais propensos à criminalidade.