Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 30/09/2020
O Brasil, um dos países mais violentos do mundo, a sua taxa de homicídios vem crescendo cada vez mais ao longo do tempo, principalmente em capitais, nas zonas urbanas. Há vários fatores que fazem com que esse índice aumente, e é necessário que o amenize para que toda a população viva em harmonia, tornando um lugar mais seguro.
Um dos fatores que estimulam o aumento da taxa de homicídios do país é a desigualdade social. Ela mostra que nem todos da população têm acesso a uma educação de qualidade (por conta da discriminação de raça ou gênero, más condições financeiras e trabalho informal), de acordo com a PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), mostra que a taxa de analfabetismo na faixa etária de 15 anos ou mais é 6,6% no país e a pesquisa do IBGE mostra que 28,2% da população não tem acesso à educação . Além disso, a falta de acesso a outros meios de serviço básico é alarmante, como revela a pesquisa de 2018 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que 7,4% da população vive em situação de extrema pobreza, 37,6% é afetada pelo saneamento básico e 25,4% sem acesso à internet.
No decorrer dos anos, o índice de homicídios aumenta gradativamente como mostra a pesquisa realizada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que entre 1993 e 2017, a taxa de homicídio aumentou 51.76%.Em 2020, por conta da pandemia, o Brasil está passando por uma crise financeira, por causa disso, aumentou o número de assassinatos no ano (no primeiro semestre, houve um aumento de 6% no país), comparado ao ano passado que houve uma queda de 19%, conforme o Índice nacional de homicídios criado pelo G1. Segundo O Globo, 9 em 10 vítimas de homicídios são homens, e segundo Atlas da Violência, 75% das vítimas são pardas ou negras.
Portanto, para melhorar essa situação, é necessário que o poder executivo (ministério da saúde, segurança, educação) invista na segurança do país, para uma melhor seguridade da população, principalmente para os mais afetados que são a minoria (LGBTQ+ e negros), para uma educação de qualidade necessária para a formação de trabalhadores e cidadãos, e saúde para uma melhor condição de vida, a fim de reduzir a desigualdade social, e por consequência, a violência.