Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 03/11/2020
Na segunda metade do século XX, o processo de industrialização do campo ocasionou a saída do homem da zona rural para cidade, no entanto, a falta de planejamento urbano e o desemprego contribuiu para o processo de favelização que ao longo do tempo virou um lugar com alto índice de desigualdade e criminalidade. De maneira semelhante, atualmente, o Brasil não há igualdade entre as pessoas, mesmo estando na lei e assegurado pela Constituição Federal. Tal afirmação pode ser evidenciada no texto do site “Mundo do UOL”, no qual, fala que esses problemas concentram nas áreas com mais vulnerabilidade social. Assim, torna-se evidente que a violência urbana não é uma realidade de todos, comprometendo diariamente a segurança pública e ocasionando enormes prejuízos para o Estado.
Em princípio, é importante ressaltar que no Brasil há falta de planejamento urbano e isso ocasiona o aumento da violência, sobretudo, em regiões mais pobres e vulneráveis do país. Sob tal raciocínio, o filme “Última Parada:174“, de José Padilha, há exposição dos perigos desse problema e como este pode afetar a população, tornando muito difícil para as camadas desiguais da sociedade escaparem de tal situação. Desse modo, assim como a personagem da professora, retratado na obra, a população atual brasileira está a mercê da criminalidade devido a falta de planejamento urbano e a carência de investimento para diminuir a desigualdade social.
Ademais, é preciso salientar que a carência de serviços básicos de infraestrutura e projetos sociais em áreas mais pobres, além de dar origem a criminalidade, também, provoca a corrupção. Essa problemática é abordada nos filmes “Tropa de Elite 1 e 2”, que mostra a conduta policial, corrupção e a segurança pública. De maneira análoga a ficção, essa questão é bem comum no Brasil, em que os políticos desviam dinheiro público e os policiais criando milícias que explora e ameaça os moradores, e consequentemente impactando na credibilidade dos mesmos perante a sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Logo, cabe ao governo disponibilizar assistência social de modo que haja investimentos nas áreas mais vulneráveis e a disponibilização de serviços básicos, como saúde, educação, melhores moradias e criar um órgão independente para fiscalizar as ações dos policiais militares. Além disso, as ONGs promover campanhas, organizar oficinas e palestras na comunidade com intuito de diminuir os traumas vivido pelas pessoas que ali moram. Assim será possível alterar esse cenário que perpetua na sociedade brasileira.