Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 17/11/2020
Desde o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, a questão da criminalidade aponta que os ideais, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferivelmente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pela tentativa falha da guerra contra o crime organizado e, também, pelo descaso da sociedade com as pessoas marginalizadas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que a violência nas comunidades deriva de uma ação ineficiente do governo. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que a política antidrogas do estado do Rio de Janeiro, desfaça essa harmonia, haja vista que, sem um plano tático para uma operação militar eficiente, o governador do estado declara, de acordo com o site Uol, que a polícia deve “mirar na cabecinha e atirar”. Todavia, a consequência desse ato, é a morte de várias crianças inocentes, fruto de um despreparo tanto do representante do estado quanto da polícia.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais são superficiais e não duradouras, se evidencia quando as pessoas, em situação de rua, são marginalizadas pela sociedade e, sem o apoio da população, se torna mercê da própria sorte. A situação agrava ainda mais quando o indivíduo é dependente químico, uma vez que, para sustentar o vício, acaba cometendo furtos e outros delitos, contribuindo para o aumento da violência urbana.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do aumento da violência no país seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica é imperativo que, o Ministério da defesa elabore um projeto de lei, que deverá ser entregue ao poder legislativo, com o intuito de tornar obrigatório que um esquadrão, antes de saírem para as ruas, sejam treinados pelo BOPE para conseguirem atuar em situações conflitantes, como trocas de tiro e abordagens policiais. Com isso, ao entrarem nas comunidades, esses oficiais estarão aptos para exercer uma operação inteligente e conseguirão poupar a vida de pessoas inocentes.