Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira

Enviada em 11/11/2020

Devido à colonização portuguesa no Brasil, iniciou-se um forte processo enraizado na violência e na discriminação, ou seja, corroborou-se para um cenário constante de criminalidade sem perspectiva de solução por parte da população. Dessa forma, gerar-se-á, cada vez mais, problemas como a desigualdade social e altas taxas de assassinato, dentre outros crimes que diminuem o Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Em primeiro plano, convém lembrar que a industrialização está diretamente associada ao desenvolvimento dos grandes centros. Por isso, em 1960, ocorreu o Êxodo rural que consiste na mobilização da maior parte da população rural para as cidades a fim de realizarem atividades metalúrgicas ou construções civis. Contudo, por causa da má estruturação das migrações, houve uma significativa demanda no que diz respeito ao desemprego e na automatização de funções. Logo, para garantir o sustento, as pessoas recorreram ao subemprego e ao crime.

Em segundo plano, conforme estatísticas do Ministério da Justiça, em 2017 foram registradas 41.547 mortes decorrentes de crimes. Esses índices têm aumentado demasiadamente e de forma complexa, além de envolver várias questões, dentre elas, o alto investimento em armamento militar e a falta de verba na educação. Em consonância a isso, verifica-se, segundo o G1, que o Brasil é o segundo lugar mais violento da América Latina e ocupa o 60º lugar no que tange à educação. Dessa forma, infere-se que o PIB é altamente comprometido, visto que o tema supracitado consome por ano 5,9% do mesmo, relata Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisas Econômicas aplicadas (IPEA).

Portanto, visto que o aumento da criminalidade está diretamente associado à má distribuição agrária e das funções, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) deve fazer um replanejamento territorial a fim de que todos possam ter direito a um espaço igualitário, o que diminui gradualmente o desemprego e consequentemente a busca pelo subemprego. Ademais, para o aumento do PIB, o Governo juntamente com o Ministério da Economia devem reavaliar a distribuição das verbas, investindo-as em áreas como a educação e saúde que são primordiais à vida. Desse modo, a violência decrescerá e o Produto Interno Bruto aumentará.