Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 01/11/2020
A nível de Brasil, a violência urbana é um tema central de muitas manchetes de jornais e de outros canais midiáticos. Este é um assunto que assombra diariamente as consciências humanas e gera um sentimento de insegurança. No que concerne aos fatores propulsores deste fenômeno, destacam-se o desemprego e a fome, ressaltados pelos canais de televisão, o que leva à tentação da ilegalidade. Concomitantemente, a cultura machista somada à precariedade dos transportes públicos impede que boa parte das mulheres exerçam seu direito de ir e vir com plenitude. Nesse sentido, é necessário analisar soluções efetivas para reconfigurar o cenário das cidades.
Vale ressaltar que a desigualdade de renda, advinda do crescimento urbano acelerado e mal planejado, torna precária a subsistência de muitas famílias, e um grande número de crimes acaba sendo cometido. Nesse contexto, a televisão é responsável pelo aumento da percepção dessas desigualdades, visto que ela supervaloriza o consumismo em propagandas e novelas. Assim, a TV induz o desejo de roupas, equipamentos tecnológicos, carros e propõe poucas reflexões sobre a importância de adquirir conhecimento, o que limita o poder do cidadão de buscar e reivindicar por meios de progredir socialmente. Prolifera-se então, a admiração pelos esbanjadores, os emergentes e a ostentação alcançada de modo fácil.
Cabe mencionar também que a falta de infraestrutura no transporte público, ressaltando as grandes capitais do Brasil, nas quais os horários de pico tornam a condução metropolitana lotada, induz o aumento de mulheres que são assediadas. Ainda que algumas medidas já tenham sido tomadas, como a criação da Secretaria de Políticas para Mulheres em São Paulo, responsável pela divulgação dos casos de assédio no transporte público, segundo a pesquisa Viver em São Paulo – Mulher, de 2018 para 2020, esses casos aumentaram 18 pontos percentuais. Partindo desse pressuposto, esse cenário corrobora à atenção que se deve ter sobre o que disse o filósofo Thomas Hobbes ao sinalizar que é obrigação do Estado proteger a todos os membros da sociedade.
Infere-se portanto, que o controle da violência urbana está intimamente ligada à ações envolvendo a política. Desse modo, é imperioso que o Governo Federal invista maior capital na Educação Básica, ampliando o acesso ao pensamento crítico e à tecnologia, com o fito de melhorar as habilidades em uma das áreas que mais contratam profissionais no mercado atualmente, o que reduz o número de desempregados. Também faz-se necessário aumentar os investimentos no Transporte Público, e aumentar o número de linhas e horários de trens e metrôs, para diminuir o fluxo de pessoas no mesmo horário, o que diminui as chances de agressões às mulheres por conta do machismo.