Violência urbana: um desafio a ser enfrentado pela sociedade brasileira
Enviada em 04/05/2021
Analisando o pensamento do sociólogo polonês, essa realidade imediata perpetua-se com o aumento da violência no Brasil, e em detrimento da consonância governamental inobservante à Constituição e uma nação alienada ao externo, efetiva-se como uma das maiores incógnitas do território brasileiro.
É incontestável que os aspectos governamentais estejam entre as principais causas da coibição violenta. De acordo com o artigo 3 da constituição brasileira, explana o dever estatal de construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantindo o desenvolvimento nacional. No entanto, seguindo os últimos dados relacionados à proteção do cidadão e à legitimidade da desigualdade racial, a ação legal encontra-se distante da efetivação haja visto que 71,5% dos indivíduos assassinados são negros ou pardos.
Evidencia-se o desprezo da comunidade como impulsionador do problema. Segundo Michel de Montaigne, a mais honrosa das ocupações é servir o público e ser útil as pessoas. No entanto, de maneira análoga ao pensamento filosófico, a atuação produtiva à sociedade encontra-se distante no país, uma vez que o fenômeno de Êxodo Rural, que ocorreu no século XX, contribuiu para uma maior concentração da população no ambiente urbano. Conquanto, a infraestrutura das cidades não acompanhou tal inchaço e, por consequência não produziu progresso suficiente que garantissem o acesso a todos empregos, saúde e educação. Dessa forma, houve marginalização dos grupos mais pobres nos bairros mais periféricos, que por serem mais precários também possuem moradias mais baratas e pouco contempladas pelo alcance da segurança pública, demonstrando uma forte desigualdade social como impulsionador da violência no brasil.